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Cinco funcionários de construtora são detidos por queda de viaduto na Índia

A polícia da Índia deteve cinco funcionários de uma construtora por causa do colapso de um viaduto na cidade de Kolkata, que deixou 24 pessoas mortas e mais de 80 feridas. Um dia depois do acidente, equipes de resgate terminaram de vasculhar os escombros de concreto e metal e retiraram 67 pessoas com vida.

"Não há possibilidade de encontrar mais ninguém vivo", afirmou S.S. Guleria, vice-inspetor-geral da Força Nacional de Resposta a Desastres da Índia. Engenheiros estão sendo consultados sobre uma parte da ponte que ainda está em pé em cima da área do acidente e depois disso trabalhadores irão "lentamente começar a desmantelar essa parte específica para evitar qualquer dano colateral para as casas ao redor", informou.

As cinco pessoas detidas trabalhavam para a IVRCL Infrastructure, que foi contratada em 2007 para construir o viaduto. A polícia também fechou o escritório da empresa em Kolkata. Os detidos estão sendo interrogados sobre possível homicídio, que pode levar à prisão perpétua, e quebra de confiança, que pode resultar em prisão de até sete anos. A construção do viaduto estava bastante atrasada.

"Nós concluímos quase 70% da construção sem qualquer problema", afirmou K.P. Rao, funcionário da IVRCL, que não está entre os detidos. "Precisamos analisar os detalhes para saber se o colapso foi causado por um problema técnico ou de qualidade."

O viaduto parcialmente construído tem quase a mesma largura da rua que passa embaixo e foi desenhado para reduzir o tráfego no agitado bairro de Bara Bazaar, na capital do estado de West Bengal.

"Eu ouvi uma explosão", contou Rabindra Kumar Gupta, morador da região, que estava almoçando em casa no momento do acidente. "Meu apartamento tremeu. Todo o prédio tremeu. Quando eu olhei para fora, havia muita fumaça." Táxis amarelos amassados, um caminhão destruído e pernas ensanguentadas de pessoas presas podiam ser vistos em meio aos escombros.

Segundo a polícia, dos 80 feridos 39 continuam hospitalizados. Fonte: Associated Press