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Confrontos com militantes curdos resultam em 11 soldados mortos na Turquia

Onze soldados foram mortos e 28 feridos em confrontos nas regiões leste e sudeste da Turquia com militantes curdos, segundo informa o veículo de comunicação estatal neste sábado.

As vítimas são de operações militares separadas na província de Hakkari, no sudeste do país, e na província oriental de Van, contra os membros da "organização terrorista separatista", como é classificado pelo governo da Turquia o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, ou PKK. A Turquia, a União Europeia e os Estados Unidos consideram o PKK uma organização terrorista.

A agência de notícias estatal Anadolu disse que três soldados foram mortos e 20 feridos, com três em estado crítico, nos confrontos em Hakkari na manhã de hoje. Um comunicado das Forças Armadas da Turquia relata que 33 militantes curdos foram mortos e 30 feridos nas operações em andamento.

Em outro comunicado divulgado neste sábado, o gabinete do governador de Van disse que oito soldados foram mortos e oito feridos em operações realizadas ontem nas proximidades do Monte Tendurek. O comunicado das Forças Armadas da Turquia disse que 13 militantes foram "neutralizados" em operações que a Anadolu descreveu como três ataques aéreos.

Um precário cessar-fogo de dois anos e meio entre a Turquia e o PKK entrou em colapso no último verão, com a retomada de três décadas de um longo conflito, que já matou cerca de 40.000 pessoas. Desde que os combates recomeçaram, mais de 600 agentes de segurança turcos e milhares de militantes do PKK foram mortos. Grupos de direitos humanos dizem que centenas de civis também foram mortos nos confrontos e dezenas de milhares foram deslocados de suas casas.

A Turquia enviou tanques através da fronteira para a Síria no mês passado para apoiar os rebeldes do Exército Livre da Síria, para capturar Jarablus, do grupo Estado Islâmico. A operação também visa parar o avanço dos militantes curdos sírios no norte do país.

O governo turco alega que as unidades de proteção ao povo curdo na Síria, chamada de YPG e que tem o apoio dos EUA, são uma extensão do PKK. Antes de viajar para reunião do G-20 na China nesta sexta-feira, o presidente Recep Tayyip Erdogan disse que "o mundo ocidental tem que tomar uma decisão. Ou você está a favor do terror e do terrorismo, ou você está contra". Fonte: Associated Press