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Confrontos na Armênia matam policial e grupo armado pede renúncia do presidente

Membros armados de um grupo de oposição ao governo da Armênia mantêm reféns em uma delegacia desde a noite de sexta-feira, onde um policial foi morto, de acordo com a polícia. Cerca de 80 pessoas ficaram feridas e 26 foram detidas após confrontos entre a polícia e manifestantes do grupo que exige a renúncia do presidente armênio, Serge Sarkissian.

Os confrontos começaram na noite de sexta-feira e se prolongaram durante este sábado. O grupo armado está entrincheirado com reféns para exigir a renúncia do presidente.

O tiro que matou o policial, o segundo desde que o grupo capturou a delegacia há duas semanas, aumentou as tensões após os confrontos violentos na noite de sexta-feira entre a política e apoiadores da oposição, ferindo ao menos 75 pessoas. A delegacia foi tomada no dia 17 de julho por cerca de 30 membros armados de um grupo de oposição.

O porta-voz da polícia, Ashot Agaronyan, disse no Facebook que o policial estava em um veículo a 400 metros da delegacia, quando ele foi morto por franco-atiradores.

O grupo exige a liberação de seu líder, Jirair Sefilian, que foi preso em junho acusado de aquisição ilegal e posse de armas. Os investigadores disseram que ele e seus partidários planejaram capturar prédios do governo e a torre de transmissão de televisão. Sefilian, que nasceu no Líbano, é bem conhecido na Armênia por seus sucessos militares na guerra contra o vizinho Azerbaijão no início de 1990. Muitos dos homens armados dentro da delegacia são veteranos de guerra.

O grupo de oposição criticou duramente o governo da ex-república soviética e pediu para as pessoas tomarem as ruas para forçar o presidente e o primeiro-ministro a renunciarem.

Neste sábado, o serviço de segurança da Armênia deu um ultimato para membros amados se renderem em até cinco horas, caso contrário, as forças de segurança abririam fogo. O prazo passou sem nenhuma ação imediata tomada. Fonte: Associated Press