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Convenção Democrata classifica Trump como risco à segurança

O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Donald Trump foi apresentado ontem na convenção democrata como um risco para a segurança nacional dos Estados Unidos e a estabilidade global, mas o roteiro desenhado pela direção do Partido Democrata para atacar o adversário foi afetado por delegados que gritavam "não mais guerras".

O ex-secretário de Defesa e ex-diretor da CIA Leon Panetta teve seu discurso interrompido várias vezes pelos manifestantes quando descrevia o bilionário como um candidato inepto para desempenhar a função de comandante-em-chefe dos EUA. "Donald Trump diz que adquire experiência em política externa assistindo programas de TV e comandando o concurso de miss universo", disse. "Donald Trump pede às nossas tropas que cometam crimes de guerra, endossa a tortura, despreza aliados da Europa e da Ásia, sugere que mais países tenham armas nucleares e elogia ditadores como Saddam Hussein e Vladimir Putin."

Panetta também ser referiu ao apelo que Trump fez ontem à Rússia para que o país intercepte e-mails de Hillary Clinton durante sua gestão no Departamento de Estado. "Donald Trump, que quer ser presidente dos Estados Unidos, está pedindo para um de nossos adversários se engajar em hacking ou esforços de inteligência contra os Estados Unidos para afetar nossa eleição."

Além de segurança nacional, a noite de ontem foi dedicada à defesa do controle de armas. No dia 14 de dezembro de 2011, Dawn Hochsprung foi morta tentando defender seus alunos do massacre na escola primária Sandy Hook, que provocou a morte de 20 crianças de 6 e 7 anos de idade e de outros cinco adultos. Ontem, sua filha Erica Smegielski subiu ao palco da convenção democrata na Filadélfia para defender o controle de armas nos EUA e a eleição de Hillary. A candidata propõe a ampliação das checagens de antecedentes dos que compram armas e a proibição da venda de fuzis de assalto. (Cláudia Trevisan, enviada especial)