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Coreia do Sul diz que graduado militar norte-coreano desertou

Um coronel norte-coreano desertou para a Coreia do Sul no ano passado, anunciou o governo de Seul nesta segunda-feira. O caso envolve uma das mais graduadas autoridades militares norte-coreanas a mudar de lado no impasse de décadas entre os dois países. O Ministério da Defesa sul-coreano disse que o oficial trabalhava na principal agência de espionagem da Coreia do Norte, o Escritório Geral de Reconhecimento, mas não deu mais detalhes.

A imprensa sul-coreana afirmou que o coronel é o militar de mais alta patente a desertar para a Coreia do Norte desde a Guerra Coreana, encerrada em 1953. Um porta-voz do Ministério da Defesa disse que não podia identificar imediatamente se o coronel era o de mais alta patente, já que vários outros militares norte-coreanos deram o mesmo passo.

Na semana passada, Seul disse que um grupo de 13 trabalhadores de um restaurante norte-coreano fugiram para a Coreia do Sul. O caso é pouco usual pela quantidade de pessoas e porque os norte-coreanos têm permissão para viajar ao exterior apenas se forem considerados leais para o regime.

Acredita-se que o Escritório Geral de Reconhecimento promoveu vários ataques contra a Coreia do Sul, entre eles o que afundou um navio em 2010 e também um contra uma ilha. Esses ataques mataram 50 sul-coreanos.

Investigadores dos EUA suspeitam que um ataque de 2014 contra a Sony Pictures foi realizado por uma unidade desse escritório. A agência foi alvo de uma ordem executiva do presidente dos EUA, Barack Obama.

Desde o fim da guerra entre as Coreias, cerca de 29 mil norte-coreanos fugiram para a Coreia do Sul. Fonte: Dow Jones Newswires.