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Em última reunião, Obama e Netanyahu deixam de lado anos de tensão

Deixando de lado anos de tensões, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro israelenses, Benjamin Netanyahu, despediram-se um do outro, nesta quarta-feira, com uma estridente afirmação de laços de segurança entre seus países e pouca conversa sobre suas diferenças sobre o Irã, assentamentos israelenses e sobre a Palestina.

Os dois líderes eram só sorrisos quando se sentaram em Nova York, no que a Casa Branca disse ser possivelmente a última reunião antes do fim do mandato de Obama, em janeiro. Em vez de se aprofundarem em debates sobre a reinicialização de acordos de paz moribundos, eles contaram piadas sobre jogarem golfe juntos e futuras férias.

Obama fez apenas uma breve referência sobre sua oposição ao aumento de assentamentos israelenses em construção em terras ocupadas. "Nós temos preocupações sobre as atividades de assentamento", disse Obama, acrescentando que os EUA queriam ajudar Israel a conquistar a paz.

A decisão dos líderes de não evidenciarem suas diferencias em público reflete o entendimento comum de que se um avanço na paz do Oriente Médio ocorrer, não será enquanto Obama ainda preside os EUA.

Isso significa que o foco muda para os possíveis sucessores de Obama: a candiData democrata, Hillary Clinton, e o nomeado republicano, Donald Trump.

Ambos encarariam obstáculos similares aos de Obama se procurarem começar por onde ele parou, embora Trump tenha insistido que seu governo faria tudo como o usual, exceto pelos negócios. Enquanto isso, Rússia e França sinalizaram um interesse em tomarem um papel maior na mediação entre palestinos e israelenses. Fonte: Associated Press.