28°
Máx
17°
Min

Em véspera de eleição legislativa, governo sírio amplia ofensiva contra rebeldes

As tropas do governo da Síria ampliaram nesta terça-feira a ofensiva contra militantes no noroeste do país, na véspera das eleições parlamentares. A votação, que deve dar um voto de lealdade ao presidente Bashar Assad, ocorre em meio aos esforços de uma nova rodada de negociações de paz em Genebra.

Damasco diz que a votação, que vai ser realizada em áreas controladas pelo governo, é constitucional e separada das negociações destinadas a acabar com a guerra civil. Mas a oposição diz que a eleição contribui para um clima cada vez mais desfavorável em meio a uma luta feroz que ameaça o cessar-fogo costurado com os EUA e a Rússia.

A nova ofensiva, lançada por tropas sírias e seus aliados nesta terça-feira, visa retomar uma importante aldeia ao sul da cidade de Alepo, controlada por militantes.

A TV Al-Manar - comandada pelo grupo líbio Hezbollah, que luta ao lado das forças do governo sírio - foi a primeira a iformar sobre a ofensiva para retomar a aldeia de Tel al-Ais. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que confrontos estavam em curso na região e que dezenas de pessoas morreram, sem fornecer números precisos.

A aldeia de Tel al-Ais faz parte de um caminho para fornecimento de Damasco para a cidade rebelde de Alepo.

A Coalizão Nacional Síria, um grupo de oposição com sede em Istambul, disse que a ofensiva em Alepo é uma violação do cessar-fogo, alertando que o acordo vai perder todo o significado se os ataques continuarem.

Em Damasco, por sua vez, as ruas estavam enfeitadas com cartazes de campanha candidatos. A votação para o parlamento é realizada a cada quatro anos na Síria.

O tema predominante da campanha foi a guerra civil, que entra em seu sexto ano. "De mãos dadas, vamos reconstruir o país", diz o slogan de um candidato. "Para o bem de nossos filhos que morreram, vamos continuar", afirma outro.

Cerca de 3,5 mil candidatos aprovados pelo governo estão competindo por 250 assentos no parlamento. Outros 7 mil deixaram da disputa.

A eleição, em que os soldados estão sendo autorizados a votar pela primeira vez, é vista com desconfiança por líderes ocidentais e membros da oposição, que denunciaram o processo como uma farsa e uma provocação que mina as conversações de paz de Genebra. Fonte: Associated Press.