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EUA e Reino Unido ameaçam novas sanções contra Rússia sobre situação na Síria

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, e o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, ameaçaram neste domingo adotar novas sanções contra a Rússia, para pressioná-la a mudar de rumo em relação à Síria. Eles afirmam que também é responsabilidade dos russos trazer um fim à violência no conflito sírio que dura mais de cinco anos.

Kerry e Johnson não descartam ação militar na guerra civil na Síria, mas enfatizaram que há pouco apetite na Europa ou no Ocidente para uma intervenção desse tipo. Por enquanto eles sugerem que as negociações diplomáticas vão continuar para acabar com combates que já mataram mais de 400 mil pessoas.

"Eu acho que a arma mais poderosa que temos no momento é a nossa capacidade de fazer o presidente Putin e os russos sentirem as consequências do que eles estão fazendo", disse Johnson, referindo-se ao presidente russo, Vladimir Putin, após uma reunião com países europeus e árabes sobre o conflito na Síria.

"Eles estão começando a sentir a pressão e é vital manter essa pressão, e há uma série de medidas que estamos propondo, com sanções adicionais sobre o regime sírio e os seus apoiadores, as medidas para levar os responsáveis por crimes de guerra perante o Tribunal Internacional", disse Johnson.

Kerry disse que os EUA estão considerando sanções e que o presidente Barack Obama não descarta nenhuma opção, mas disse que o clima internacional é contra intensificar o envolvimento militar.

"Eu não vi um grande apetite na Europa para guerra. Não vejo os parlamentos dos países europeus prontos para declarar guerra. Eu não vejo um monte de países que decidem que é a melhor solução aqui", Kerry disse no domingo. Fonte: Dow Jones Newswires.