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Europa quer limitar criptografia em aplicativos para combater terrorismo

A França e a Alemanha pressionaram nesta terça-feira por regras abrangentes para exigir que os aplicativos de mensagem, como o Telegram e o WhatsApp, limitem a criptografia, a fim de ajudar a monitorar a comunicação entre supostos extremistas.

Os defensores do direito à privacidade argumentam que a criptografia é essencial para a segurança online, por exemplo nas transações bancárias. Mas os aplicativos criptografados também são cada vez mais usados por extremistas para esconder sua localização, coordenar operações e negociar armas e escravos sexuais.

O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, disse que autoridades francesas prenderam três pessoas neste mês com "claros planos de ataque", mas que a polícia precisava de ferramentas melhores para monitorar os aplicativos de mensagens de telefones. A autoridade afirmou que três entre sete pessoas detidas no caso tinham supostos vínculos com redes extremistas, sem dar detalhes.

Cazeneuve e o ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maiziere, disseram que não estavam pedindo o fim desses serviços criptografados, mas desejavam trabalhar com as companhias que oferecem o serviço para garantir que ele não seja usado por extremistas violentos. As autoridades querem que os líderes da UE discutam uma política continental para controlar essas mensagens criptografadas, durante uma reunião no próximo mês em Bratislava, na Eslováquia.

Cazeneuve mencionou especificamente a preocupação com o Telegram, usado em todo o mundo. Extremistas do Estado Islâmico comumente utilizam o aplicativo, entre eles um jovem de 19 anos que atacou uma Igreja Católica na Normandia no mês passado e que teria escrito no Telegram sobre seus planos. Em seu site, o Telegram diz que bloqueia canais públicos relacionados ao terrorismo, mas não intervém em conversas privadas entre os participantes.

Autoridades dos EUA também pressionam empresas de tecnologia para trabalhar com o governo contra atividade extremista online. Fonte: Associated Press.