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França faz reunião para retomar processo de Paz entre Israel e Palestina

Potências mundiais se encontraram nesta sexta-feira, em Paris, para dar início a uma discussão, nos próximos meses, de um pacote de incentivos econômicos e de segurança que leve israelenses e palestinos a aceitarem a retomada do processo de paz.

A reunião acontece em meio a meses de incidentes entre ambos os lados, que levantaram temores sobre a retomada do conflito em escala total.

Diplomatas de 26 nações, incluindo o secretário de Estado John Kerry, disseram que iriam trabalhar para organizar uma conferência internacional antes do fim do ano sobre o assunto.

A França convocou a reunião para forjar uma estratégia internacional que possa reiniciar as conversas, em meio a temores de que a solução com maior aceitação pela comunidade internacional - a criação de um Estado Palestino independente, fique cada vez mais sem apoio.

"A possibilidade de dois Estados vivendo um ao lado do outro, e, paz e segurança, fica mais distante a cada dia", disse o ministro de Relações Exteriores da França, Marc Ayrault.

Israelenses e palestinos não se falam desde que as negociações foram encerradas pela última vez, em abril de 2014. Meses depois, um conflito surgiu entre Israel e Hamas, o grupo político que controla a Faixa de Gaza.

Nos últimos dois anos, Israel continuou construindo assentamentos na Cisjordânia, alimentando o descontentamento entre palestinos e a comunidade internacional.

Autoridades ocidentais temem que o colapso do processo de paz esteja elevando as tenções em uma região que já convive com a guerra civil na Síria.

"Este vácuo está sendo agressivamente ocupado por extremistas", disse o presidente da França, François Hollande, no início da reunião.

O esforço encabeçado por Paris é um dos muitos que foram iniciados nos últimos anos pela comunidade internacional. As nações Árabes se ofereceram para normalizar as relações com Israel em 2002, em troca da retirada dos territórios ocupados e uma proposta "justa" para os refugiados palestinos.

A oferta se mantém "sobre a mesa", disse o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel Al-Jubeir, após a reunião. "Acreditamos que esta é uma base sólida para resolver a disputa"

Cerca de 30 militares e civis israelenses foram mortos e mais de 300 ataques feitos por palestinos foram mortos desde setembro. Grupos palestinos dizem que mais de 200 palestinos foram mortos por forças de segurança israelenses no mesmo período. Fonte: Associated Press.