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Governistas da Coreia do Sul devem perder maioria no Parlamento, diz pesquisa

O partido governista da Coreia do Sul pode ter perdido a maioria na eleição parlamentar nacional nesta quarta-feira, segundo as pesquisas de boca de urna. A notícia é um novo revés para o programa de reforma econômica da presidente Park Geun-hye, em meio à desaceleração no crescimento do país.

O poder e a formulação de políticas são bastante concentrados na presidência na Coreia do Sul, mas um resultado forte para a oposição poderia ameaçar os esforços de Park para avançar na desregulação da economia e nas reformas trabalhistas no Parlamento antes do fim de seu mandato, no próximo ano. "Caso o resultado se confirme, haverá mais impasse político", afirmou James Kim, analista do Instituto Asan para Estudos Políticos, um centro de estudos de Seul.

Em um resultado que surpreende, o partido conservador da presidente aparentemente ficou perto de conseguir mais da metade dos 300 assentos da Assembleia Nacional, segundo várias pesquisas de boca de urna. Anteriormente, as sondagens indicavam que a sigla conseguiria a maioria. O principal partido oposicionista, liberal, deve conseguir mais de 100 cadeiras, segundo as pesquisas mais recentes. Os resultados oficiais devem ser divulgados no fim desta quarta-feira.

Park chegou ao poder em 2012, com uma plataforma de transformação econômica no país similar à vista no período de rápida industrialização dos anos 1970 e 1980. Os esforços dela para impulsionar o setor de serviços e as indústrias criativas, como no setor de tecnologia, porém, não têm dado grandes frutos.

As reformas trabalhistas, que têm como objetivo reduzir o alto nível de desemprego entre os jovens, são freadas por disputas políticas. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica da Coreia mostrou que o Parlamento levava 517 dias para aprovar uma lei durante a última legislatura, agora encerrada. O ritmo é o mais lento já registrado no país.

Na terça-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua projeção para o crescimento da Coreia do Sul neste ano para 2,7%, abaixo da média global de 3,2% e menos da metade do que o país conseguiu atingir durante sua industrialização.

O mandato de cinco anos da presidente termina no fim de 2017 e os presidentes do país só podem ficar um período no posto. Fonte: Dow Jones Newswires.