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Governo de Hollande sobrevive a moção de censura na França

A oposição conservadora ao presidente da França, François Hollande, não conseguiu nesta quinta-feira forçá-lo a renunciar e bloquear o esforço do líder para mudar a legislação trabalhista do país. O governo superou uma moção de censura, em mais uma vitória de Hollande em sua tentativa de mudar essas leis.

A moção apresentada por parlamentares de centro-direita, caso aprovada, significaria a queda do governo de Hollande, do Partido Socialista. O documento teve a aprovação de 246 legisladores na Assembleia Nacional, abaixo dos 288 necessários para passar.

A votação mostra que Hollande ainda tem certo apoio em seu próprio partido, mesmo que enfrente uma rebelião na sigla entre aqueles que veem as mudanças na legislação como um enfraquecimento das proteções para os trabalhadores. Os membros do Partido Socialista recusaram-se em sua maioria a apoiar o esforço liderado pelo partido de centro-direita Les Républicains, que é comandado pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy.

Na quarta-feira, os próprios socialistas rebeldes tentaram derrubar o governo, mas ficaram dois votos atrás do número necessário para forçar uma votação na Assembleia Nacional sobre o tema.

Hollande decidiu avançar com a lei ao usar o Artigo 49 da Constituição, que permite ao governo aprovar uma lei sem um voto do Legislativo. A decisão gerou vários protestos, em alguns momentos violentos, e milhares de pessoas se reuniram na quinta-feira diante da Assembleia Nacional antes da votação.

O presidente argumenta que as mudanças impulsionarão a economia, ao dar aos empregadores mais espaço para negociar com os funcionários. A iniciativa, porém, enfureceu políticos em todo o espectro político francês. O oposicionista Les Républicains argumenta que o projeto foi muito adulterado e já não conseguirá reduzir o alto desemprego, enquanto políticos de esquerda, inclusive no próprio Partido Socialista, afirmam que ele destrói proteções dos trabalhadores. Fonte: Dow Jones Newswires.