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Grupo de deputados da oposição é agredido na Venezuela

Um grupo de deputados da oposição e alguns de seus partidários foram agredidos nesta quinta-feira por supostos simpatizantes do governo venezuelano, nos arredores do Conselho Nacional Eleitoral. Centenas de policiais com equipamentos antimotim utilizaram galas de borracha para dispersar as pessoas que estavam na área e o incidente acabou com pelo menos um congressista opositor ferido.

Cerca de 70 deputados da oposição pertencentes a diferentes partidos e alguns apoiadores foram à sede do Conselho Nacional Eleitoral exigir que as autoridades do órgão comecem a validar as 1,8 milhão de assinaturas coletadas a favor do referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro. O processo já demora mais de um mês.

Durante a manifestação, apareceram vários supostos partidários do governo que, entre gritos e golpes, enfrentaram os opositores. Um dos feridos foi o deputado Julio Borges, da oposição, que teve lesões no rosto e foi retirado da área por colaboradores.

Com o rosto ensanguentado, Borges disse que os grupos favoráveis ao governo atuaram "com total impunidade" e atacaram os rivais políticos com "tubos", "pedras" e "artefatos explosivos", detonados ao lado dos congressistas. "Maduro, o que queremos é votos, não se esconda atrás dos militares que não querem reprimir" os grupos favoráveis ao governo, disse Borges.

A oposição tentou na terça-feira fazer uma marcha até o Conselho Nacional Eleitoral, mas centenas de policiais e guardas nacionais bloquearam o ato, com o argumento de que eles não tinham a permissão da prefeitura governista de Caracas. A polícia e a guarda nacional tem impedido desde o mês passado o avanço da coalizão opositora até o conselho eleitoral.

Os oposicionistas pressionam pela realização da votação popular ainda neste ano, enquanto algumas autoridades descartam que isso seja possível. Caso o voto ocorra depois de 9 de janeiro de 2017 e Maduro perca, o vice-presidente assumiria o comando do país. A tensão política tende a aumentar os casos de saques e protestos nas ruas por causa da inflação, da falta de alimentos, medicamentos e outros produtos básicos. Fonte: Associated Press.