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Grupo que atacou Bélgica tinha planejado novo ataque à França, dizem promotores

Os autores do ataque a Bruxelas no último dia 22 de maio inicialmente tinham planejado um segundo ataque à França, segundo informou a promotoria federal da Bélgica.

Segundo os promotores, os autores dos ataques foram "surpreendidos pelo progresso das investigações em andamento" e decidiram correr para promover um ataque a Bruxelas. O comunicado da promotoria não detalha quais seriam os alvos iniciais.

Dois homens-bomba mataram 16 pessoas no aeroporto de Bruxelas no último dia 22. Uma explosão subsequente na estação de metrô de Maelbeek deixou outros 16 mortos na mesma manhã. Investigadores encontraram relações entre o grupo por trás destes ataques e o responsável pela morte de 130 pessoas em Paris no dia 13 de novembro.

O comunicado deste domingo confirma o que muitos haviam suspeitado: as séries de operações e prisões na semana que antecedeu os ataques de Bruxelas, inclusive a prisão de um dos principais responsáveis pelos ataques de Paris, Salah Abdeslam, acabaram fazendo com que os grupos corressem para agir novamente.

A polícia belga prendeu quatro homens em Bruxelas durante o final de semana, acusados de participar em "assassinatos terroristas" e em "atividades de um grupo terrorista" em relação aos ataques na cidade. Um deles, Mohamed Abrini, é acusado também de atuar nos ataques em Paris.

Abrini reconheceu que era ele um homem de chapéu visto junto de dois homens-bomba no aeroporto de Bruxelas, segundo informaram as autoridades belgas. Imagens de câmeras de segurança também mostram ele junto daqueles que atacaram Paris pouco antes do massacre de 13 de novembro.

Outros suspeitos acusados neste final de semana foram identificados como Osama Krayem, que deixou a cidade sueca de Malmo para lutar na Síria e foi descrito como tendo passado por uma "lavagem cerebral". Também foi denunciado Herve B. M., natural da Ruanda, and Bilal E. M.

Apesar do progresso das investigações, Bruxelas continua sob o segundo mais alto alerta de terrorismo, o que indica que a probabilidade de um novo ataque ainda é considerada alta. Fonte: Associated Press.