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Índia diz que atacou bases terroristas na Caxemira e Paquistão critica ação

O Exército indiano afirmou nesta quinta-feira que realizou "ataques cirúrgicos" durante a madrugada no que os militares apontaram ser bases terroristas localizadas na fronteira de facto do país com o Paquistão. A medida deve elevar as tensões crescentes entre os vizinhos, ambos detentores de armas nucleares.

O general Ranbir Singh, diretor-geral de operações militares na Índia, afirmou que "mortes significativas têm sido causadas pelos terroristas e por aqueles que tentam apoiá-los". Em entrevista coletiva, o militar indiano não deu detalhes da operação nem disse se os soldados indianos haviam entrado no território controlado pelo Paquistão.

A ação ocorreu após um ataque de militantes neste mês contra uma base do Exército indiano que matou 18 soldados. A Índia culpou o Paquistão pelo ataque e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, disse que isso não ficaria "impune".

A Índia e o Paquistão travaram várias guerras desde a independência do Reino Unido em 1947. A Índia acusa o Paquistão, de maioria muçulmana, de apoiar militantes islâmicos que têm os indianos como alvo, algo que Islamabad nega. Terroristas paquistaneses mataram mais de 150 pessoas em Mumbai em 2008.

Modi diz que pretende adotar uma linha mais dura para lidar com o terror e outras ameaças de segurança. No ano passado, as forças especiais indianas realizaram ataques contra Mianmar tendo como alvo militantes acusados de atacar as forças de segurança indianas.

Uma graduada autoridade indiana, que pediu anonimato, disse ao Wall Street Journal que as forças indianas cruzaram a chamada linha de controle que separa as partes da região da Caxemira governadas pelos dois países com helicópteros, para atacar os campos dos militantes.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, divulgou comunicado no qual condenava a "agressão crua e não provocada" da Índia, que segundo Sharif resultou na morte de dois soldados do Paquistão. O Exército paquistanês disse que respondeu "fortemente" após o ataque. Já o ministro da Defesa paquistanês minimizou o episódio, ao descrevê-lo como um incidente com "pequenas armas de fogo". Fonte: Dow Jones Newswires.