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Investigações tentam apurar motivos por trás do tiroteio em boate gay em Orlando

Investigadores federais que tentam montar o quebra-cabeça das motivações que levaram o segurança Omar S. Mateen a entrar com um rifle de assalto e uma pistola em uma boate gay em Orlando se defrontam com várias linhas de investigação.

A Casa Branca e o FBI afirmam que o filho de imigrantes afegãos nascido nos Estados Unidos parece ser um "extremista caseiro" que declarou apoio não apenas ao Estado Islâmico, mas a também a outros grupos radicais que disputam entre si.

"Até o momento, não tivemos indicações de que este foi um plano dirigido do exterior, e nenhuma indicação de que ele fazia parte de uma rede", disse o diretor do FBI, James Comey, acrescentando que ele era claramente "radicalizado", em parte pela internet.

Sua ex-mulher disse que Mateen sofria algum tipo de "problema mental".

Questionamentos sobre a sexualidade também começaram a emergir.

Jim Van Horn, de 71 anos, disse que Mateen era visto "regularmente" na boate Pulse, onde deixou 49 pessoas mortas neste final de semana. Jornais locais dão conta de relatos semelhantes.

"Ele estava ali para flertar com pessoas. Homens", disse o farmacêutico aposentado à Associated Press. Segundo este, os dois se encontraram uma vez e Mateen contou sobre sua ex-esposa. No entanto, os amigos de Van Horn logo disseram que "não queriam que continuasse falando com ele, porque acreditavam que ele era uma pessoa estranha."

O aposentado admitiu que não conhecia Mateen o suficiente, mas que suspeita que o massacre tinha menos a ver com o extremismo islâmico e mais com um conflito sobre sua sexualidade.

"Acredito que seja possível que ele estivesse lidando com seus demônios interiores, tentando se livrar de seu ódio pela homossexualidade", disse Van Hon, que perdeu três amigos no fim de semana. "É bastante confuso para mim, porque você não pode mudar o que é. Mas caso você finja ser algo diferente, então pode entrar e atirar em um bar gay."

"Algumas vezes ele entrava e ficava bebendo sozinho em um canto, outras ele ficava tão bêbado que falava alto e era violento", disse Ty Smith, que lembra tê-lo visto na Pulse ao menos uma dezena de vezes. Fonte: Associated Press.