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Japão apoia impulso do G-7 para crescimento inclusivo

O primeiro ministro do Japão, Shinzo Abe, apoia o impulso feito pelo grupo das sete nações mais industrializadas do mundo para promover o crescimento global inclusivo, em reuniões com líderes de sete países em desenvolvimento.

Foram realizados neste sábado encontros bilaterais com líderes de Bangladesh, Chade, Indonésia, Laos, Papua Nova Guiné, Sri Lanka e Vietnã, na cidade japonesa de Nagoya, após uma reunião com os líderes do G-7, que ocorreu ao final da cúpula anual do grupo. O presidente de Chade, Idriss Deby, representou a União Africana nos encontros no Japão.

Na sessão, os líderes concordaram em promover o desenvolvimento da infraestrutura para ajudar a impulsionar o crescimento, disseram autoridades japonesas. Eles também manifestaram apoio à posição do G-7 sobre a necessidade de resolver disputas territoriais pacificamente e de acordo com as leis, numa referência às frustrações sobre o aumento da presença chinesa em áreas do Mar da China do Sul também reivindicadas por seus vizinhos.

Laos, Bangladesh e Papua Nova Guiné estão entre os países mais pobres da Ásia. Vietnã e Indonésia são duas das economias em desenvolvimento que registram mais rápido crescimento.

Durante a cúpula, Abe expressou forte preocupação sobre a desaceleração da China e de outras economias emergentes que minaram o crescimento global em um momento em que Japão e nações europeias estão lutando para manter suas próprias recuperações econômicas em andamento.

Uma queda de mais de 50% no preço das commodities foi um sinal fundamental dos riscos ao crescimento, disse Abe. "O assunto com o qual estamos mais preocupados é a contração da economia global", afirmou.

O Japão se comprometeu a aumentar sua assistência ao desenvolvimento, ajudar a financiar um fundo para emergências sanitárias nos países em desenvolvimento e a oferecer treinamento para milhares de pessoas dessas localidades, como parte de sua contribuição para resolver as disparidades econômicas.

A cúpula do G-7 também endossou um esforço para ajudar 500 milhões de pessoas dos países em desenvolvimento a escapar da fome e da desnutrição até 2030.

Fonte: Associated Press