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Japão e Coreia do Sul negociam retomada de acordo de swap cambial

O Japão e Coreia do Sul concordaram neste sábado em lançar negociações para retomar um acordo de swap cambial após a sua expiração em fevereiro do ano passado, informaram os dois países, aparentemente refletindo a melhora recente nas relações bilaterais, segundo a agência Kyodo.

Em conversas entre autoridades financeiras dos dois países, o governo sul-coreano propôs reforçar os laços econômicos bilaterais e estabelecer um novo acordo de swap cambial como um símbolo de cooperação, disse o Ministério das Finanças japonês. O acordo de swap cambial bilateral "contribui para reforçar a estabilidade financeira regional" em meio à crescente incerteza na economia global após a decisão da Grã-Bretanha de sair da União Europeia, afirmou o ministério, em um comunicado à imprensa.

O ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, e o ministro de Estratégia e Finanças da Coreia do Sul, Yoo Il Ho, compartilharam a visão de que "a economia global está em um caminho de recuperação gradual, mas continua mais fraca do que o desejável" por causa da persistência de riscos de desaceleração.

As conversas foram realizadas em um momento em que os dois países enfrentam desafios de uma desaceleração das economias emergentes, incluindo a China, enquanto os mercados financeiros continuam voláteis, em parte por causa de especulações sobre um aumento da taxa de juros dos EUA.

Em fevereiro do ano passado, o Japão encerrou um acordo de swap cambial de 14 anos com a Coreia do Sul, em que cada nação poderia obter dólares ao dar sua moeda para a outra, com o objetivo de resistir à instabilidade do mercado. O acordo de troca de moedas, constituído em 2001, foi ampliado em 2011 de US$ 13 bilhões para US$ 70 bilhões, a fim de garantir que a Coreia do Sul tivesse acesso a recursos em dólares suficientes em meio à crise da dívida soberana da zona do euro. A expansão de um ano expirou em 2012 e o tamanho total do acordo foi reduzido para US$ 13 bilhões. Em 2013, o valor do acordo voltou a ser reduzido, desta vez para US$ 10 bilhões. Fonte: Dow Jones Newswires.