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John Kerry não pedirá desculpa ao Japão pela bomba atômica

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, não vai pedir desculpas ao Japão pela bomba atômica norte-americana durante a Segunda Guerra Mundial, durante sua visita a um memorial e um museu na segunda-feira, para homenagear vítimas da explosão que matou mais de 100 mil pessoas em 1945, disse um funcionário do governo.

Kerry será o primeiro secretário de Estado em exercício e funcionário com nível de gabinete a visitar o memorial e museu de Hiroshima, juntamente com outros ministros do grupo das sete economias mais desenvolvidas.

Um alto funcionário do Departamento de Estado que vai viajar com Kerry disse: "Se você está perguntando se o secretário de Estado veio para pedir desculpas, a resposta é não."

Mas a fonte disse Kerry vai expressar a tristeza em nome do governo dos EUA e do povo americano pela perda de vidas. O funcionário acrescentou que o governo japonês não pediu que os EUA se desculpassem e que ambas as partes concordam que as visitas ao local devem ser voltadas para o futuro.

Trata-se de um tema delicado que os dois aliados tentaram gerir durante a presidência de Barack Obama. Enquanto alguns japoneses sentem que um pedido de desculpas EUA tem justificativa, muitos americanos acreditam que qualquer gesto nesse sentido seria uma crítica inadequado ao esforço de guerra americano.

Obama, que fez da não-proliferação nuclear um dos principais objetivos da sua presidência, tem buscado a melhor forma de lidar com o simbolismo de Hiroshima, nesse contexto. Seu primeiro embaixador no Japão, John Roos, se tornou, em 2010, o primeiro enviado americano a visitar o memorial, em um 06 de agosto, aniversário do bombardeio, embora outros representantes dos EUA tenham ido ao local em outras épocas do ano. Roos também não chegou a anunciar um pedido de desculpas.

As autoridades japonesas estão aguardando uma definição sobre se Obama também vai visitar o memorial. O alto funcionário disse que isso ainda não foi decidido. Em maio, Obama vai participar da cúpula dos líderes do G-7, na cidade japonesa de Ise-shima.