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Kerry, dos EUA, e Jonhson, do Reino Unido, pedem cessar-fogo imediato no Iêmen

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, e o ministro de Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, pediram neste domingo um imediato e incondicional cessar-fogo no Iêmen, que há 18 meses tem sido palco de conflito entre rebeldes houthis e as forças do governo.

Ao lado de Johnson e do enviado especial das Nações Unidas para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, Kerry disse, depois de se reunir com eles neste domingo, que um cessar-fogo deve ser alcançado rapidamente, colocando como prazo segunda-feira ou terça-feira. O chanceler saudita, Adel al-Jubeir, e o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, também participaram da reunião.

"Estamos aqui para pedir o fim imediato das hostilidades, que será declarado nas próximas horas", disse Cheikh Ahmed, acrescentando que ele entrou em contato com o principais negociadores dos houthis e do governo do Iêmen internacionalmente reconhecido, do presidente Abed Rabbo Mansour Hadi. Ele também disse que esperava "planos mais claros" nos próximos dias.

Um cessar-fogo seria a mais recente tentativa de trazer um período de paz para o país devastado pela guerra. Com o apoio dos EUA, a Arábia Saudita está liderando uma coalizão de países árabes sunitas que realizam ataques aéreos, além de uma campanha terrestre no Iêmen contra os houthis, um movimento muçulmano xiita que no início de 2015 expulsou as forças leais a Hadi e tomou o controle de regiões importantes do país, incluindo a capital Sanaa. Anteriores esforços de cessar-fogo foram quebrados poucas horas depois de entrar em vigor, em meio a combates permanentes.

O anúncio de domingo ocorre após a libertação, por parte dos houthis, de dois prisioneiros americanos no sábado. Kerry confirmou a libertação na Suíça e disse aos repórteres que eles haviam sido levados para Omã, juntamente com pessoas feridas em um ataque em um salão de funeral na semana passada. Fonte: Dow Jones Newswires.