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Manifestantes deixam zona internacional de Bagdá, mas dão ultimato a governo

Manifestantes iraquianos anunciaram a sua saída da Zona Internacional de Bagdá, capital do Iraque, na noite deste domingo (horário local), mas disseram que retornarão ao local se suas exigências de reforma do governo não forem atendidas rapidamente. O anúncio ocorreu um dia depois de centenas de pessoas invadirem o Parlamento do país.

Uma comissão de ativistas que lideram os protestos afirmou que manifestantes voltariam na terça-feira, após o fim de um feriado religioso islâmico, informou a televisão estatal. A comissão também exigiu que o governo iraquiano vote uma nova lista de ministros tecnocratas em uma única sessão, após vários adiamentos.

Se essa exigência não for atendida, manifestantes vão exigir a renúncia do primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, e do presidente do Parlamento, Salim al-Jabouri, além da convocação de eleições antecipadas, segundo a comissão.

Manifestantes seguidores do clérigo xiita Moqtada al-Sadr invadiram a câmara do Parlamento no sábado depois de escalar as paredes da Zona Internacional, também conhecida como Zona Verde.

A declaração da comissão conclama os apoiadores a "adotar todos os meios possíveis para fazer as demandas serem atendidas, como invadir uma das três presidências ou uma greve civil ou geral". Dezenas de manifestantes contra o governo haviam permanecido na zona internacional durante a maior parte do domingo.

Sadr pediu aos seus apoiadores que se manifestassem contra uma decisão de quinta-feira de Jabouri de suspender a sessão no Parlamento antes que fosse concluída a votação de uma nova série de ministros tecnocratas.

O episódio destaca a instabilidade no país em meio a dificuldades econômicas provocadas por baixos preços do petróleo. As tentativas de Abadi de nomear um gabinete para cumprir promessas de introduzir reformas políticas e combater a corrupção atraíram resistência.

Os apoiadores de Sadr têm repetidamente enchido as ruas do centro de Bagdá ao longo do último mês para pressionar por reformas políticas há muito adiadas para reduzir a corrupção e por um novo gabinete de ministros que não sejam ligados aos partidos políticos sectários. Fonte: Dow Jones Newswires.