22°
Máx
17°
Min

Manifestantes protestam nos EUA contra morte de homem negro por policial

(Foto: Divulgação) - Manifestantes protestam contra morte de homem negro por policial
(Foto: Divulgação)

Manifestantes protestaram na noite de ontem contra a morte de um homem negro pela polícia na maior cidade do Estado da Carolina do Norte.

Keith Lamont Scott, um negro de 43 anos, foi mortalmente ferido pelo policial Brentley Vinson, que também é negro, durante uma batida policial e uma estrada local da cidade. O incidente levou a uma onda de protestos e confrontos com a polícia até a manhã desta quarta-feira.

Imagens da televisão norte-americana mostraram dezenas de manifestantes na rodovia interestadual 85, aparentemente saqueando caminhões e ateando fogo em seu conteúdo. Mais de uma dezena de policiais ficaram feridos. As autoridades utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Charlotte fica próxima a Ferguson, que no ano passado também ferveu com uma série de protestos após mortes de civis por policiais.

Em coletiva de imprensa, o delegado Kerr Putney afirmou que Scott foi alvejado porque estava armado e representava uma ameaça. Ele também teria sido avisado várias vezes para largar a arma, o que não ocorreu.

Pouco depois, uma mulher que reivindicou ser filha de Kerr publicou um vídeo no Facebook afirmando que seu pai, que tinha algum tipo de deficiência, carregava um livro consigo, não uma arma.

"Meu pai está morto", diz a mulher no vídeo, chorando.

O delegado de polícia afirmou que Vinson, um dos que participaram da abordagem, estava com trajes identificáveis de policial e não tinha uma câmera presa ao corpo. Outros três oficiais que participaram da batida tinham câmeras, mas o conteúdo das gravações não seria imediatamente divulgado por causa da investigação em curso.

Segundo ele, Kerr teria saído de seu carro com a arma na mão.

"É hora de mudar a narrativa, porque posso te dizer que os fatos deste incidente são um pouco diferentes do que aqueles que vemos circular, especialmente nas redes sociais", disse. Fonte: Associated Press.