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Merkel diz que todas as propostas para unir UE são bem-vindas

(Foto: MARKUS SCHREIBER / Estadão Conteúdo) - Merkel diz que todas as propostas para unir UE são bem-vindas
(Foto: MARKUS SCHREIBER / Estadão Conteúdo)

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, pediu hoje que a União Europeia debata todas as propostas que aproximem ainda mais os países-membros do bloco, após a inesperada decisão do Reino Unido de votar por sua saída da UE, em plebiscito realizado na semana passada.

"Há, obviamente, muitas propostas que às vezes são contraditórias. Elas vão de exigências para seguir em frente...com a integração europeia a sugestões para a devolução de competências aos países integrantes", disse Merkel ao Parlamento alemão.

Segundo Merkel, qualquer proposta que pode ajudar a tirar a UE da crise atual é "bem-vinda". "Qualquer proposta que fortaleça as forças centrífugas que estão desmembrando a UE teria consequências imprevisíveis para todos nós. Dividiria ainda mais a Europa", afirmou a chanceler.

O chamado "Brexit" gerou dois debates paralelos sobre como lidar com a saída do Reino Unido da UE.

Vários líderes da UE, incluindo o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, pediram que a integração europeia seja acelerada.

Mas algumas autoridades alemãs, incluindo o ministro de Finanças Wolfgang Schäuble, reagiram com ceticismo. Para Schäuble, qualquer iniciativa no sentimento de ampliar a integração geraria uma reação contrária dos eleitores.

Os comentários de Merkel vieram antes de uma reunião de cúpula de dois dias da UE, que terá início nesta terça-feira, para discutir a resposta inicial do bloco ao resultado do referendo britânico.

Sobre as negociações para a saída do Reino Unido, Merkel alertou que Londres não poderá escolher os aspectos que poderá manter de sua filiação à UE.

"Vamos garantir que as negociações não serão conduzidas de acordo com o princípio da escolha seletiva", disse Merkel. "Os que quiserem sair da família não podem esperar que todas as obrigações fiquem obsoletas, quais privilégios continuarão a existir", completou. Fonte: Dow Jones Newswires.