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Merkel e líderes europeus visitam campo de refugiados na fronteira turca

A chanceler alemã Angela Merkel e outros líderes europeus chegaram neste sábado à região da fronteira entre Turquia e Síria, com o objetivo de impulsionar o acordo de imigração com a Turquia, diante da pressão crescente pela revisão do acordo. Na viagem, Merkel é acompanhada pelo presidente do Conselho da União Europeia (UE), Donald Tusk, pelo vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, e pelo primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu.

A legalidade do acordo de deportação entre a União Europeia e a Turquia tem sido questionada por defensores dos direitos humanos, juristas e pela Organização das Nações Unidas (ONU). O acordo prevê a deportação, de volta à Turquia, dos imigrantes que desembarcarem nas ilhas gregas e que não tiverem os pedidos de asilo aprovados. Em retorno, a UE teria prometido o envio de 6 bilhões de euros à Turquia para ajudar na acomodação dos mais de 2,7 milhões de refugiados sírios no país.

Na saída do aeroporto havia um forte esquema de segurança, com atiradores de elite nos telhados. A delegação deve visitar um campo de refugiados administrado pelo governo turco, assim como um centro de suporte para crianças financiado pela União Europeia.

Ativistas dos direitos humanos criticaram o roteiro da visita, apontando que só serão contemplados "campos higienizados". Grupos pedem que a comitiva visite campos do outro lado da fronteira, que abrigam dezenas de milhares de refugiados impedidos de entrar na Turquia.

Apesar de afirmar estar com as fronteiras abertas aos refugiados, a Turquia tem impedido a entrada de milhares de refugiados no país pelo norte da Síria, oferecendo suporte em campos próximos à fronteira. Grupos de direitos humanos afirmam que alguns dos campos foram atacados e têm pressionado o governo turco para abrigar os refugiados dentro das fronteiras turcas.

A Anistia Internacional afirma que autoridades turcas também têm expulsado cerca de 100 imigrantes por dia, mandando-os de volta para a zona de conflito. A acusação é rejeitada pelo governo, que também negou que soldados turcos estariam atirando contra refugiados tentando cruzar a fronteira ilegalmente. Fonte: Associated Press.