26°
Máx
19°
Min

Milhares marcham na Alemanha contra acordos comerciais com EUA e Canadá

Centenas de milhares de pessoas marcharam em sete cidades da Alemanha neste sábado para protestar contra os acordos comerciais planejados pela União Europeia com os Estados Unidos e o Canadá. As manifestações são uma mostra do rechaço de boa parte da população às políticas comerciais almejadas por parte dos políticos dos dois lados do Atlântico.

Manifestantes foram às ruas em Berlim, Hamburgo, Colônia, Frankfurt, Leipzig, Stuttgart e Munique para criticar os pactos propostos. Segundo eles, trata-se de medidas antidemocráticas e que ameaçam padrões nos setores de alimentos, meio ambiente e segurança trabalhista. Os organizadores disseram que cerca de 320 mil pessoas participaram, mas a polícia citou números menores.

Os protestos ocorrem dias antes o Partido Social Democrático, de centro-esquerda, liderado pelo vice-chanceler Sigmar Gabriel, se reunir em Wolfsburg para discutir sua posição sobre o acordo comercial e econômico discutido entre a UE e o Canadá. Gabriel defende o acordo com os canadenses, que segundo ele tornaria o comércio mais fácil, com a redução de padrões ambientais e trabalhistas. Um dos responsáveis por organizar o protesto, Jörg Haas, da Campact, disse que os políticos devem ouvir a população e não simplesmente levar as negociações adiante.

Também estava em foco as negociações entre os EUA e a UE de um acordo comercial e de parceria de investimentos. Caso fechado, esse acordo resultaria na maior zona de livre comércio do mundo. O presidente dos EUA, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, defendem a iniciativa e os governos já disseram que desejam concluir as negociações antes de Obama deixar o posto, em janeiro.

Os críticos afirmam que os acordos achatariam salários, ameaçariam proteções regulatórias e minariam a identidade nacional. Candidatos à presidência dos EUA mostraram-se céticos quanto às iniciativas e os políticos europeus sofrem pressão por seu apoio às negociações antes de importantes eleições no próximo ano no continente. Fonte: Dow Jones Newswires.