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Narcotraficante do Paraguai é morto a tiros; atentado é atribuído ao PCC

Narcotraficante do Paraguai é morto a tiros; atentado é atribuído ao PCC

Era início da noite de ontem (15) quando uma emboscada matou o narcotraficante mais poderoso de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A cidade faz fronteira seca com Ponta Porã, no Brasil. Um morador do Rio de Janeiro foi preso, suspeito de ter participado do ataque.

Jorge Rafaat Toumani, empresário e segundo os jornais paraguaios, narcotraficante, estava em uma caminhonete blindada, que foi alvejada por vários tiros de calibre .50. As balas atravessaram o veículo e Rafaat morreu, mesmo após ser socorrido. 

O ataque também deixou outras pessoas feridas, entre elas, seguranças do empresário. Logo após a morte ser confirmada, houve uma intensa troca de tiros entre facções rivais, na cidade.

O atentado contra o narcotraficante ocorreu no Bairro São Gerardo, próximo ao mercado municipal. Segundo a polícia, tanto o veículo de Rafaat quanto o dos seguranças dele, foi atingido por diversos tiros de fuzil e metralhadora.

O forte calibre das armas era capaz de derrubar uma aeronave, o que explica os tiros terem perfurado o veículo blindado. Conforme os levantamentos da Polícia Nacional, ao menos sete pessoas ficaram feridas na troca de tiros.

Testemunhas relatam quase 250 disparos. Depois do atentado, houve perseguição da polícia e sete pessoas acabaram detidas. Houve também a apreensão de diversas armas potentes.

Logo após a intensa troca de tiros o exército foi enviado até a fronteira para garantir a segurança do lado brasileiro. Os tanques chamaram a atenção ao passarem pelas avenidas da cidade. 

Em vídeos gravados por moradores do Paraguai é possível ver a troca de tiros após a morte do empresário.

Fogo em empresas

O Jornal ABC Color, confirmou que ao menos duas empresas de Rafaat foram incendiadas depois do atentado, mas o fogo foi rapidamente controlado por equipes do Corpo de Bombeiros Comunitário.

As chamas podem ter sido intencionais e provocadas pela mesma facção que matou Rafaat.

Responsabilidade do ataque

A morte do empresário provocou uma intensa troca de tiros entre organizações criminosas distintas. Conforme o ABC Color do Paraguai, o ataque durou quatro horas e foi atribuído ao prisioneiro Chimenes Pavão, em parceria com o PCC (Primeiro Comando da Capital) – facção brasileira conhecida pelo crime organizado. Sete pessoas estão detidas e devem esclarecer o caso durante as investigações.

Colaboração: ABC Color