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Número de soldados da Otan no Afeganistão deve permanecer estável

Os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) concordaram neste sábado em manter uma presença militar estável no Afeganistão, após o presidente dos EUA, Barack Obama, decidir por um corte menor do que o inicialmente planejado no número de soldados americanos no país.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, disse que os membros da aliança se comprometeram a financiar as forças de segurança do Afeganistão até 2020, e que estão próximos de conseguir os US$ 5 bilhões por ano necessários. "Estamos muito próximos e tenho certeza de que atingiremos esse nível", disse Stoltenberg, após um encontro sobre o Afeganistão no segundo dia da reunião de cúpula da organização.

Obama vem pedindo aos líderes da Otan reunidos em Varsóvia para ampliar o apoio à guerra contra o Taleban. O presidente americano terá de encurtar sua viagem à Europa e deve retornar aos EUA no domingo, após o assassinato de cinco policiais por um atirador em Dallas.

Os EUA se comprometeram com US$ 3,5 bilhões por ano para financiar as forças afegãs, e o governo em Cabul deve contribuir com até US$ 500 milhões. Os outros membros ajudariam com US$ 1 bilhão. Esses recursos seriam usados para manter um total de 352 mil soldados do exército afegão e policiais.

Segundo Stoltenberg, ainda é cedo para dizer quantos soldados os aliados vão manter no Afeganistão sob a missão da Otan de treinamento e consultoria. Ele disse acreditar, no entanto, que o número deve se manter estável, em cerca de 12 mil. Nesta semana, Obama anunciou que vai manter 8.400 soldados no país, em vez de reduzir o número para 5.500, como planejado inicialmente.

Na sexta-feira, os líderes da Otan aprovaram o envio de quatro batalhões multinacionais para a Polônia e os Estados Bálticos para conter a Rússia, além de uma brigada da Romênia e da Bulgária para a região do Mar Negro. A Alemanha vai liderar um batalhão multinacional na Lituânia, e batalhões similares serão liderados pelos EUA na Polônia, pelo Reino Unido na Estônia e pelo Canadá na Letônia.

A decisão foi duramente criticada pelo ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev. "A Otan começou os preparativos para passar de uma Guerra Fria para uma quente", disse Gorbachev segundo a agência de notícias Interfax. "Toda a retórica em Varsóvia evidencia um desejo de quase declarar guerra à Rússia. Eles falam somente em defesa, mas na verdade estão se preparando para operações ofensivas." Fonte: Associated Press.