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Parlamento da Bélgica aprova novas medidas antiterrorismo

Parlamentares da Bélgica votaram a favor de um pacote de medidas destinadas a ajudar as autoridades a encontrar terroristas. A aprovação, com apenas dois votos contra em um total de 150, vem em meio a críticas internacionais e domésticas aos esforços do país para erradicar células terroristas locais.

As medidas, que haviam sido propostas depois dos ataques de 13 de novembro em Paris, permitirão que a qualquer hora do dia ou da noite sejam feitas buscas e gravações de ligações em casos envolvendo tráfico de armas. Elas também criarão um centro de dados de combatentes estrangeiros acessível para as várias autoridades de segurança do país.

No fim do ano passado o governo federal belga propôs 18 medidas concretas contra o terrorismo e disse que separaria 400 milhões de euros (US$ 450,6 milhões) para reforçar os serviços de inteligência depois que se soube que vários dos terroristas dos ataques em Paris haviam se preparado na Bélgica.

Desde então o governo belga tem sido criticado por falhar em conter os terroristas. Mais extremistas radicais saem da Síria em direção à Bélgica do que a qualquer outro país da Europa Ocidental.

A Bélgica implementou alguns planos apresentados após os ataques de Paris, incluindo aumentar o financiamento para esforços de combate aos extremistas, depois dos ataques de suicidas do Estado Islâmico no aeroporto e no metrô de Bruxelas, em 22 de março. Outras, como uma que exige que suspeitos pegos pelos serviços de segurança usem braceletes eletrônicos, ainda estão em processo para serem implementadas.

As leis aprovadas nesta quinta-feira aumentarão os poderes de vigilância, particularmente em casos de tráfico de armas, que as autoridades dizem ser um problema urgente no país.

Mais cedo hoje, promotores belgas informaram que um tribunal estendeu a detenção de vários suspeitos procurados por ligação com os ataques em Bruxelas, incluindo o terceiro suspeito pela explosão no aeroporto, Mohamed Abrini, o segundo suspeito pela explosão no metrô, Osama Krayem, e os homens identificados como Bilal E.M., Smail F., Ibrahim F. e Herve B.M. Fonte: Dow Jones Newswires.