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Polícia de Uganda prende líder da oposição e reprime manifestantes

A polícia de Uganda prendeu o líder da oposição Kizza Besigye, na sede de seu partido, após policiais fortemente armados terem cercado o prédio e um helicóptero ter lançado gás lacrimogêneo na multidão. A contagem de votos continua nas tumultuosas eleições do país.

Semujju Nganda, um porta-voz do partido de Besigye, Fórum para Mudança Democrática, disse que a polícia levou Besigye para um local desconhecido. Em seguida, eles lançaram gás lacrimogêneo, dispararam para o alto e detonaram bombas de efeito moral.

Besigye, o principal rival do presidente Yoweri Museven, estava em uma reunião com outros líderes do seu partido, segundo Ingrid Turinawe, um assessor de Besigye. "A polícia basicamente nos invadiu", disse.

A polícia armada também estacionou caminhões perto da entrada da casa de um outro candidato à presidência, em Kampala: o ex-primeiro-ministro Amama Mbabazi. Josephine Mayanja-Nkangi, porta-voz de Mbabazi, disse que ele entendeu que o ocorrido significava que ele não pode sair de casa.

Manifestantes levantaram barricadas de pedras na rodovia que leva ao único aeroporto internacional do país. A polícia lançou gás lacrimogêneo e agrediu os manifestantes com cassetetes.

Houve atrasos nas entregas dos materiais de votação nesta quinta-feira, especialmente em algumas áreas vistas como redutos da oposição. A votação estava em curso nesta sexta-feira, em 36 postos em Kampala e nos distritos vizinhos de Wakiso, onde a votação aconteceu ontem.

O governo também bloqueou sites de redes sociais, como o Twitter e o Facebook. Mas, usando redes virtuais privadas, muitos ugandenses estão voltando aos poucos nas redes sociais.

Besigye foi preso rapidamente na quinta-feira após visitar uma casa em Kampala onde suspeitava-se que estava acontecendo uma fraude eleitoral. A polícia disse que a casa era uma instalação de segurança e acusou Besigye de invadir uma propriedade do governo.

Em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, disse que os Estados Unidos condenam a detenção de Besigye na quinta-feira. "Tal ação levanta dúvidas sobre o comprometimento de Uganda com a transparência, processos eleitorais livres e livres de intimidações", disse Kirby. Fonte: Associated Press.