20°
Máx
14°
Min

Política monetária da China será mantida apesar de desaceleração de crédito

O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) afirmou neste sábado que sua política monetária permanece inalterada, mesmo após a divulgação de dados que indicaram queda acentuada de novos empréstimos em abril. "No geral, o ritmo atual de crédito e financiamento social permanece estável e normal, a liquidez do sistema bancário é adequada e as taxas de juros em diferentes mercados estão operando em níveis baixos", afirmou o PBoC, em nota divulgada em seu website.

O principal motivo por trás do menor número de novos empréstimos em abril foi a aceleração da emissão de títulos dos governos locais para quitar débitos antigos, disse o BC chinês. Governos locais emitiram 350 bilhões de yuans (US$ 53,6 bilhões) em títulos em abril, volume significativamente maior que nos dois últimos meses. Isso significa que os governos emitiram mais títulos, em vez de tomarem empréstimos de bancos para o pagamento de débitos. Fatores sazonais, como o aumento dos compulsórios, que essencialmente drenam o dinheiro do sistema bancário, também contribuíram para a menor oferta de moeda.

Os bancos chineses liberaram 555,6 bilhões de yuans (US$ 85,23 bilhões) em novos empréstimos em abril. O resultado veio bem abaixo do volume de 1,37 trilhão de yuans registrado em março e ficou aquém também da expectativa de 15 analistas consultados pelo Wall Street Journal, de 800 bilhões de yuans em novos empréstimos. Já a base monetária da China (M2) teve aumento anual de 12,8% em abril, após avançar em ritmo bem mais forte em março, de 13,4%.

O PBoC afirmou que o crescimento do M2, na comparação anual, deve permanecer lento no segundo e terceiro trimestres, uma vez que o governo injetou volumes maiores de dinheiro para estabilizar o mercado de ações no mesmo período do ano passado. O crescimento do M2 não deve acelerar antes setembro ou outubro, disse o PBoC. Fonte: Dow Jones Newswires.