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Premiê evita visitar memorial no aniversário da derrota do Japão na 2ª Guerra

Vários ministros do gabinete do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, visitaram nesta segunda-feira o santuário de Yasukuni, no 71º aniversário da derrota do país na Segunda Guerra. Abe e sua nova ministra da Defesa, porém, evitaram o local. A ausência das principais figuras do governo deve evitar uma tensão mais forte com a China e a Coreia do Sul, que veem o memorial como um símbolo do passado militarista do Japão.

Abe enviou um assessor ao santuário, com um envelope com dinheiro. A ministra da Defesa, Tomomi Inada, que assumiu neste mês e é conhecida por sua visão nacionalista, estava em visita ao Djibuti, no leste africano, onde as forças japonesas têm operações para combater a pirataria.

Um grupo de cerca de 70 parlamentares que defendia visitas ao local, entre eles o irmão de Abe, o vice-ministro sênior das Relações Exteriores Nobuo Kishi, visitou Yasukuni na segunda-feira. Líder do grupo, o parlamentar governista Hidehisa Otsuji disse compreender que o premiê avaliasse que não era do interesse nacional uma visita ao santuário nesse momento.

Também nesta segunda-feira, o governo realizou sua cerimônia anual para lembrar os mortos na guerra. O imperador Akihito lamentou a guerra, expressando "profundo remorso" por ela, a mesma frase que ele usou na cerimônia no ano passado.

Em dezembro de 2013, uma visita ao santuário Yasukuni por políticos japoneses, entre eles Abe, gerou grandes protestos de países vizinhos na Ásia. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul lamentou a visita de hoje das autoridades japonesas ao local. A agência estatal chinesa Xinhua informou que o premiê japonês enviou uma oferta ao santuário, "independentemente dos sentimentos dos povos dos países vizinhos". Fonte: Dow Jones Newswires.