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Premiê grego promete crescimento em meio a protestos contra austeridade

O primeiro-ministro da Grécia prometeu neste sábado gerar crescimento econômico no país, afetado há anos por dificuldades, enquanto milhares de pessoas protestavam contra as novas planejadas medidas de austeridade.

Cerca de 15 mil manifestantes participaram de uma marcha pelo centro da segunda maior cidade da Grécia, Thessaloniki, onde o primeiro-ministro Alexis Tsipras falou sobre o estado da economia local. "Em cinco anos desastrosos... um quarto de nossa riqueza nacional foi destruído, o rendimento disponível caiu 40%, o desemprego subiu para 28% e o nível de pobreza subiu para 38%", disse Tsipras a uma plateia de políticos e líderes empresariais, referindo-se aos governos anteriores à sua posse, no início de 2015. "Agora, todas as indicações são de que esse capítulo está se fechando... Finalmente, estamos indo de uma direção negativa para uma positiva."

A Grécia viveu a maior parte dos últimos oito anos em recessão e está atualmente passando por sua terceira grande rodada de medidas de austeridade vinculadas a pacotes de resgate internacionais.

Inspetores do resgate deverão voltar a Atenas na próxima semana, após um alerta feito por credores europeus de que Atenas novamente falhou nas reformas financeiras destinadas a impulsionar a privatização e modificar a regulação do setor privado.

Depois de ficar atrás de rivais conservadores nas pesquisas de opinião, o governo de esquerda de Tsipras está pressionando os credores para conceder medidas de alívio da dívida grega. E condições de pagamento mais generosas são consideradas vitais para reanimar a economia sobrecarregada por um

dívida nacional que deve chegar ao pico de cerca de 185% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Mas os credores estão exigindo reformas adicionais que tiram a proteção a trabalhadores e deixam os detentores de hipotecas problemáticas em maior perigo de arresto.

O maior sindicato da Grécia, o GSEE, organizou o principal protesto deste sábado e sinalizou que iria chamar greves contra as reformas trabalhistas. "Os sindicatos enviaram uma mensagem clara de que a luta vai continuar, por todos os meios necessários, para combater a política desastrosa do governo", declarou o GSEE. "Hoje, milhares de manifestantes ... expressaram sua raiva contra as ações do governo em curso, que estão aumentando a pobreza e o desemprego, colocando uma carga mais pesada sobre os assalariados e estrangulando a sociedade."

Cerca de 5 mil policiais estavam de plantão para garantir a segurança durante as manifestações, que terminaram pacificamente. Também irritados com cortes salariais e as medidas de austeridade, policiais também realizaram um protesto contra o governo na sexta-feira.

Fonte: Associated Press