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Primeiro presidente eleito em Mianmar em 50 anos quer libertar presos políticos

O novo presidente Mianmar se comprometeu neste domingo a continuar os esforços para libertar presos políticos, como prevê parte de uma série de atos para estabelecer a democracia no país, após meio século de controle militar.

O presidente Htin Kyaw lidera o primeiro governo livremente eleito do país após mais de 50 anos de domínio militar direto ou indireto. Os opositores da antiga junta eram com frequência presos por anos por seus pontos de vista políticos.

Um dos primeiros atos do novo governo civil que tomou o poder no final de março foi libertar mais de 100 prisioneiros políticos e detidos que aguardavam julgamento, pouco antes do início do feriado do Ano Novo no país.

Não está claro exatamente quantos presos políticos permanecem sob custódia. Mais de 1.000 foram libertados durante o governo anterior, parcialmente civil, que iniciou o processo de abertura e de retomada da democracia.

"Neste Ano Novo, a fim de dar satisfação à maioria das pessoas, vamos continuar as tentativas de libertar os presos políticos, ativistas e estudantes que enfrentam julgamentos relacionados com a política", afirmou Htin Kyaw em um discurso transmitido em rede nacional de televisão para marcar o início do novo ano budista. "Nós também temos que tentar evitar tais detenções no futuro", disse ele.

Htin Kyaw é um confidente de Aung San Suu Kyi, Prêmio Nobel da Paz e mais famosa ex-prisioneira político do país. Sua Liga Nacional pela Democracia conquistou uma vitória esmagadora na eleição geral de novembro passado, mas ela está impedida de concorrer à presidência por uma cláusula na constituição elaborada durante o governo militar. Após a eleição, ela foi nomeada para um cargo especial, como "conselheira do Estado", que é semelhante à de primeira-ministra. Fonte: Associated Press