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Protestos escalam na Caxemira indiana e governo convoca reunião de emergência

O primeiro-ministro da Índia, Narenda Modi, convocou hoje uma reunião de emergência para tratar da escalada da violência em protestos anti-Índia na Caxemira, que já deixaram 29 mortos e enviaram centenas aos hospitais.

Os protestos irromperam no final de semana, após tropas indianas matarem um líder popular do maior grupo rebelde da região.

Os manifestantes desafiaram o toque de recolher e atacaram as forças da polícia e paramilitares com pedras. Na principal cidade da região, Srinagar, muitos políticos separatistas foram presos. Uma greve geral está marcada para amanhã.

Um jovem foi morto nesta terça-feira após as forças do governo abrirem fogo sobre os manifestantes que atacaram uma estação de polícia em Kupwara, e queimaram uma viatura. Ao menos dois outros civis ficaram feridos, a maioria jovens. Um oficial foi morto nos protestos.

Médicos e autoridades da saúde afirmam que a emergência média já levou centenas aos hospitais, com ferimentos causados armas letais e não letais. Ao menos 100 policiais também deram entrada.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, expressou sua preocupação com o aumento da violência na região. Em um comunicado, ele pediu a ambos os lados para "evitar a violência" e espera que "todas as questões sejam resolvidas de modo pacífico".

O conflito na região data de 1947, quando a Índia e o Paquistão conquistaram a independência do Reino Unido, mas discordaram quanto à posse da Caxemira. Dois dos três conflitos entre os adversários foram pela disputa da região, que permanece dividida entre os dois países.

Do lado indiano, muitos dos 12 milhões de residentes apoia grupos rebeldes que tentam fundir o país com o lado paquistanês. Desde 1990, mais de 68 mil pessoas morreram da Caxemira indiana. Fonte: Dow Jones Newswires.