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Senadores republicanos retiram apoio a Trump na corrida presidencial

Parte dos senadores republicanos, que lutam para manter a maioria da Câmara nas eleições de novembro, optou por retirar o apoio ao candidato presidencial republicano Donald Trump, temendo prejuízos em razão dos comentários vulgares do candidato sobre as mulheres.

O senador John McCain, do Arizona, que durante meses insistiu no apoio ao candidato do partido por respeito aos eleitores das primárias republicanas, abandonou Trump no sábado, depois de concluir que seus comentários "humilhantes" sobre as mulheres e sobre agressões sexuais tinham tornado impossível continuar a oferecer apoio à sua candidatura.

Senadores republicanos começaram a retirar seu apoio a Trump na sexta-feira à noite e continuaram no sábado.

O senador John Thune, de Dakota do Sul, que é membro da liderança do Partido Republicano no Senado, apelou a Trump para que se retirasse da disputa e para fosse substituído pelo governador de Indiana, Mike Pence. O senador de Utah, Mike Lee, também pediu que Trump abandonasse a corrida presidencial. Vários outros senadores republicanos, incluindo Kelly Ayotte, de Nova Hampshire, e Mike Crapo, de Idaho, disseram que não votariam em Trump.

"Eu não posso e não vou apoiar um candidato a presidente que se gaba de degradar e agredir as mulheres", disse Kelly Ayotte, em comunicado no sábado. A republicana de Nova Hampshire está numa corrida pela reeleição apertada contra a governadora do seu estado, a democrata Maggie Hassan.

Kelly Ayotte disse que não iria votar nem em Trump nem em Hillary Clinton, e sugeriu o nome de Pence para presidente.