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Sindicatos da Grécia realizam greve de 48 horas contra lei de austeridade

As duas maiores centrais sindicais da Grécia começaram nesta sexta-feira uma greve de 48 horas, em oposição a uma lei de austeridade que tem como objetivo liberar mais verba do fundo de resgate para o país. A votação sobre o tema deve ocorrer neste fim de semana no Parlamento grego.

A paralisação deve afetar o transporte público, fechar escritórios do governo e deixar embarcações nos portos. Há greve também na imprensa, em oposição ao projeto de reforma tributária e previdenciária. A proposta legal introduz a maior reorganização do sistema de pensões do país dos últimos anos, ao cortar benefícios, aumentar as contribuições de seguridade social e determinar uma nova pensão nacional. A iniciativa é parte de uma série de medidas da Grécia, apresentadas em troca por um terceiro pacote de ajuda dos credores internacionais, os governos da zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que representa 5,4 bilhões de euros (US$ 6,2 bilhões), ou 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

A central sindical do setor privado GSEE descreveu a lei como a pá de cal no caixão dos trabalhadores e pensionistas. "Enquanto o governo ignorar a comunidade, a resposta será dada nas ruas", afirmou a GSEE em comunicado. Os trabalhadores planejam uma manifestação nesta sexta-feira e outra para o fim do domingo, diante do Parlamento, quando deve ocorrer a votação sobre o projeto de lei.

Apesar da greve, boa parte do setor privado funciona normalmente nesta sexta-feira no país. Bancos e lojas estavam abertos em boa parte da capital.

A expectativa é que a lei seja aprovada no Legislativo, mas o voto pode ser um teste da unidade da coalizão de governo que reúne dois partidos. A coalizão controla 153 das 300 cadeiras do Parlamento.

Autoridades gregas esperam que a aprovação da lei possa estar garantida para uma reunião extraordinária de ministros de Finanças da zona do euro nesta segunda-feira. Com isso, Atenas espera estar em posição melhor para fechar o acordo pelo terceiro pacote de ajuda, de até 86 bilhões de euros. Fonte: Dow Jones Newswires.