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Temer diz, em nota, que atentado na França reforçará 'laços entre países livres'

O presidente em exercício, Michel Temer, divulgou nesta sexta-feira, 15, uma nota oficial em solidariedade ao povo francês. No documento, ele repudia o atentado realizado durante a Festa Nacional de 14 de Julho em Nice, no sul da França, que deixou mais de 80 mortos. Temer classificou o ato como "injustificada intolerância", ainda mais no momento em que eram celebrados "os mais elevados valores universais", referindo-se à liberdade, igualdade e fraternidade.

"Os assassinos não conseguirão seu intento. Muito ao contrário, apenas reforçarão os laços entre países livres, que buscam a igualdade de condição entre as nações do mundo. E a fraternidade continuará a guiar nossos povos", escreveu Temer. "Hoje, mais do que nunca, somos todos franceses. Irmãos na dor e solidariedade a todos os mortos e feridos, suas famílias e amigos", completou.

Nesta quinta-feira, 14, logo após a notícia do atentado, Temer já havia afirmado em um breve comunicado que era "lamentável que no dia que eternizou a fraternidade como lema do povo francês um atentado destrua a vida de tantos cidadãos".

Temer não comentou a possibilidade de atentados durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro e afirmou que o Brasil se une a todos que desejam e lutam pela paz e harmonia no mundo. "Estamos juntos contra a intolerância e a barbárie", disse.

Na quarta-feira, 13, foi revelado que o chefe da Direção de Informação Militar (DRM), um dos serviços secretos da França, o general Christophe Gomart, constatou que a ameaça terrorista nos Jogos é real. Ele deu as declarações à Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou os atentados de 13 de novembro em Paris e Saint-Denis.

Segundo as informações, o ataque seria cometido por um brasileiro em nome do grupo jihadista Estado Islâmico e teria como alvo a delegação francesa. A declaração foi feita em 26 de maio aos deputados, mas veio a público na terça-feira com a publicação de um relatório no site do Legislativo.

Agenda

O presidente em exercício passa a sexta-feira na capital paulista, sem agenda oficial e deve, segundo interlocutores, resolver problemas particulares em seu escritório.