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Trump pede união a republicanos, enquanto democratas sobem tom contra ele

Donald Trump exigiu nesta segunda-feira que os líderes do Partido Republicano aceitem a sua "inevitável" nomeação para concorrer à Presidência dos EUA. Os democratas, por sua vez, responderam com uma ofensiva em várias frentes, afinando o discurso contra o bilionário, acusado de racismo e xenofobia.

"Se os republicanos querem ser inteligentes, deveriam aceitar este movimento", disse Trump em uma coletiva de imprensa em Washington. "Venho de fora da política. Por isso, não estão acostumados a isso."

Como ocorre com certa frequência, Trump foi alvo de protestos. Um grupo de rabinos planejava boicotar seu discurso nesta tarde, para um grupo pró-Israel.

Quase todos os pré-candidatos presidenciais têm programadas falas na conferência anual da American Israel Public Affairs Committee (AIPAC), que atrai os principais líderes judeus do mundo.

O evento é uma escala tradicional para os políticos norte-americanos, desejosos de demonstrar suas credenciais em política exterior, especialmente nos conflitos do Oriente Médio.

Hillary Clinton, ex-secretaria de Estado, utilizou seu discurso para colocar em destaque as suas "décadas de trabalho" na região. A democrata também expressou dúvidas sobre as credenciais e a credibilidade de Trump.

"Necessitamos de uma mão firme. Não de um presidente que diga que na segunda-feira é neutro, na terça-feira apoia Israel e sabe-se lá o que será na quarta-feira, porque 'tudo é negociável'", disse Hillary.

Para Hillary, a segurança de Israel "não é negociável", o que arrancou palmas dos presentes.

Seus comentários foram dirigidos a Trump, que disse em fevereiro que se compromete em ser "neutro" em relação a Israel. A fala gerou protestos entre republicanos e democratas.

Diante da possibilidade real de Trump ser o candidato da oposição nas eleições de novembro, Hillary e seus aliados abriram três frentes contra o bilionário. São usadas frases polêmicas do republicano contra mulheres e minorias, bem como críticas ao seu caráter e seus antecedentes.

Até mesmo congressistas passaram a fazer críticas mais duras.

A senadora democrata Elizabeth Warren escreveu no twitter nesta segunda-feira que Trump "é um perdedor" por causa de seus "fracassos empresariais, vergonhosos abusos e narciso flagrante". Fonte: Associated Press.