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Turquia diz que mulher membro de grupo curdo explodiu bomba em Ancara

A Turquia identificou o responsável pelo ataque suicida em Ancara no domingo como Seher Cagla Demir, uma mulher de 24 anos que teria se tornado rebelde curda em 2013 e treinado na Síria. Em um comunicado, o Ministério do Interior afirmou que ela possivelmente teve um homem como cúmplice, que também morreu, mas ele ainda não foi identificado. O ataque deixou 37 mortos.

Segundo o comunicado, Demir se uniu ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão, conhecido como PKK, e depois entrou na Síria para receber "treinamento terrorista" de uma milícia curda síria aliada. A Turquia considera a milícia - chamada Unidades de Proteção do Povo, ou YPG - como uma organização terrorista por causa de sua filiação ao PKK e tem pressionado os EUA a parar de ajudar o grupo.

O governo norte-americano considera o PKK uma organização terrorista, mas apoia o YPG, que tem sido eficiente no combate ao Estado Islâmico.

A Turquia culpa a milícia síria curda por outro ataque em Ancara, em 17 de fevereiro, que deixou 29 mortos, dizendo que o grupo agiu junto com o PKK. No entanto, um grupo militante curdo com base na Turquia que é uma ramificação do PKK assumiu a autoria daquele ataque. Até agora nenhum grupo reivindicou responsabilidade pela explosão do último domingo.

A explosão desta semana aumentou as tensões com os curdos e dificultou ainda mais a posição da Turquia na região, enquanto o país luta com vários inimigos em suas fronteiras, incluindo o governo sírio, rebeldes curdos no Iraque e na Síria e o Estado Islâmico. Além disso, a Turquia tem sido forçada a absorver 2,7 milhões de refugiados da guerra na Síria e a Europa está pressionando o país a receber de volta mais milhares de imigrantes.

O PKK está combatendo a Turquia pela autonomia do Curdistão, no sudeste do país. O frágil processo de paz de dois anos entrou em colapso em julho passado, reiniciando o conflito. Fonte: Associated Press.