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Violência em Alepo deixa 2 milhões sem água na Síria, diz ONU

Os confrontos pelo controle da cidade de Alepo danificaram a infraestrutura da Síria e deixaram 2 milhões de moradores sem abastecimento de água, afirmou a agência da Organização das Nações Unidas para as crianças nesta terça-feira. O alerta é feito no momento em que ativistas sírios dizem que aviões do governo têm bombardeado posições rebeldes na cidade, enquanto a ONU pede uma "pausa humanitária" nos confrontos, para que as redes de eletricidade e a água possam ser reparadas.

Grupos rivais, porém, enviaram reforços a Alepo, após grupos de oposição violarem um cerco imposto pelo governo e interromperem uma importante rota do governo para a cidade. A batalha por Alepo, maior cidade e coração comercial do país, é crucial para a guerra civil síria. Não está claro se os rivais conseguirão novos avanços, mas as vitórias deles são um revés para a confiança do governo sírio, que tem apoio aéreo da Rússia.

Na terça-feira, dois funcionários da ONU, Yacoub El Hillo e Kevin Kennedy, disseram em comunicado que a infraestrutura de água e eletricidade foi prejudicada pelos confrontos. Segundo eles, o número total de civis que vive em um clima de medo de "cerco" na prática é superior a 2 milhões. A ONU quer um cessar-fogo total ou ao menos uma pausa humanitária de 48 horas por semana, para que as pessoas possam ser ajudadas. Fonte: Associated Press.