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“A chave fica ali”, diz advogado de perito sobre sala no Instituto de Criminalística

(foto: Google Maps/Reprodução) - “A chave fica ali”, diz advogado de perito sobre sala no IC
(foto: Google Maps/Reprodução)

O advogado do diretor-geral do Instituto de Criminalística do Paraná, Daniel Filipetto, André Cunha, nega a informação de que a sala pertencente a ele na sede do IC em Londrina estivesse fechada há três anos sem acesso de outras pessoas.

O local foi alvo de operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta sexta-feira (5). A ação foi interrompida depois que uma banana de dinamite foi encontrada no local. O artefato foi recolhido por policiais do esquadrão antibomba no início da tarde e as buscas foram retomadas.

“Aquele espaço é um arquivo morto do perito.  A sala é limpa duas vezes por semana, a chave fica ali. Ele é perito há 21 anos. Todo esse tempo realizando perícia, vai acumulando trabalho. Mas nada do que tem ali faz parte de investigação em andamento”, afirmou André Cunha.

A promotora Claudia Moraes Piovezan coordena os trabalhos de recolhimento de material no local, e afirma que o mandado de busca e apreensão por parte do Ministério Público foi solicitado após o acesso ao local ter sido impedido em uma visita ao órgão. “Em maio, as promotoras Leila Shimiti e Carolina Esteves fizeram uma visita de rotina e não tiveram acesso à sala. Este impedimento motivou o procedimento e pedido de ordem judicial”, explicou.

Piovezan afirmou que serão investigados possíveis perícias que estejam inacabadas ou em andamento, incluindo laudos que não teriam sido encaminhados às autoridades competentes. Foram recolhidos documentos, HDs de computador e várias armas.

Daniel Filipetto deixou Londrina há três anos e em fevereiro de 2015 assumiu o cargo de diretor-geral.

(colaborou Larissa Fernandes/Rede Massa)