27°
Máx
13°
Min

A Justiça aceitou a denúncia contra o policial militar acusado de matar homem em campo de futebol

(Foto: Ricardo Vilches/Rede Massa) - Justiça aceita denúncia e PM seguirá preso
(Foto: Ricardo Vilches/Rede Massa)

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu denúncia contra o policial militar acusado de assassinar um homem de 28 anos em um campo de futebol em Campina Grande do Sul, no dia 17 de julho. A Justiça Criminal de Campina Grande do Sul, acatou o pedido e desta forma, o policial militar agora responderá pelo crime de homicídio qualificado, mediante surpresa, recurso que dificultou a defesa da vítima e fraude processual.

O policial foi preso alguns dias depois do crime, de forma temporária, e com a decisão da Justiça foi pela manutenção da prisão, sendo transformada em preventiva. As informações do MP são de que o policial segue preso no Batalhão de Polícia de Guarda, em Piraquara.

Conforme a denúncia do MP “no dia do crime, o policial militar que estava de folga, sacou uma pistola e atirou contra a vítima. O homem baleado morreu no local. Depois do crime, o policial entregou na Delegacia de Polícia um revólver, afirmando ter apreendido a arma com a vítima, sustentando o argumento de legítima defesa. As investigações comprovaram que a arma não estava com a vítima”.

Relembre

Gilson da Costa de Camargo, de 28 anos, foi assassinado no dia 17 de julho durante uma partida de futebol. Camargo foi atingido por dois tiros e caiu no chão. O responsável pelos tiros, um policial militar que estava de folga - conforme informações apuradas no local da morte -, disse que o homem fez menção de estar armado e, por isto, fez a abordagem.

Colegas de time do homem morto afirmaram que Camargo não estava armado e que carregava apenas uma garrafinha de água. Já os companheiros de time do policial informaram a versão dele.

O policial militar prestou depoimento na delegacia.  O delegado Messias da Rosa contou, na época, que o policial afirmou ter efetuado um tiro no chão como forma de avisar sobre a abordagem ao homem. E ainda disse que mesmo assim o homem fez menção em sacar uma arma. Foi quando o policial atirou duas vezes.

Colaboração MP