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Acusados de tráfico tinham linha exclusiva para pedidos e entregam cocaína para caminhoneiros nos postos

Grupo montou disk entrega de cocaína para caminhoneiros

Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (24), a Polícia Civil revelou mais detalhes da ação que resultou na prisão de 10 pessoas e na desarticulação de uma quadrilha especializada na venda de cocaína para caminhoneiros. De acordo com a polícia, a ação foi desencadeada pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), e resultou no cumprimento de 10 mandados de prisão e 12 de busca e apreensão. O homem apontado como chefe do grupo, identificado como Oneias Krupnitski, conhecido como “Escobar” ou “Néinha”, já estava preso na Penitenciária Central do Estado. Ele comandava, de acordo com a polícia, todo o esquema de tráfico, de dentro da cadeia. Uma pessoa segue foragida.

Krupnitski contava com o apoio da namorada, identificada como Mariane de Freitas Dubiela, que está grávida. Ela seria a pessoa que coordenava a ação dos traficantes na rua, segundo as ordens do companheiro. Outro acusado, identificado como Sidinei Alexander, é apontado pela polícia como ‘gerente da organização’ e que também ajudava a coordenar o esquema nas ruas.

Além deles, os outros acusados foram identificados como: Maycon Willian Gongra; Edilson Vicente, o “Presunto”; Gabriel da Rocha; Jeferson Gongra; Jorge Roberto Viebrantz; Francis Felipe Belei; Anderson Luiz Cabrini e Diógenes Ribeiro Bueno.

Segundo a polícia, foram cinco meses de investigações que resultaram na apreensão e cerca de dois quilos de cocaína; 7 armas de fogo; 100 munições de vários calibres; cinco balanças de precisão; 8 carros e R$ 100 mil.

O esquema

De acordo com a polícia, o esquema funcionava através da venda de cocaína para caminhoneiros. O grupo montou uma espécie de disk cocaína, com uma linha telefônica exclusiva para os pedidos. O caminhoneiro ligava e pedia o entorpecente, e o grupo entregava, sempre nos postos de combustíveis localizados as margens das rodovias. A delegada adjunta da Denarc, Camila Cecconello, revelou que a quadrilha vendia para caminhoneiros de todo o Brasil, que já sabiam que ao passar por Curitiba, tinham ‘vendedor certo’. Foram identificados cerca de 80 diferentes ‘clientes’ do bando. A polícia solicitou à Justiça que suspenda as habilitações de 10 caminhoneiros identificados. A Justiça não se manifestou sobre o assunto ainda.

Em média, conforme as investigações da polícia, eram comercializadas entre 70 e 100 buchas de cocaína por dia, gerando lucro de cerca de R$ 10 mil diariamente.

Os acusados responderão pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico.

Colaboração Paula Schreiber/Polícia Civil