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Adolescente que dirigia carro fala pela 1ª vez sobre acidente com quatro mortes em Londrina

O adolescente de 15 anos que dirigia o carro envolvido em um acidente com quatro mortes na noite de 24 de julho na avenida Dez de Dezembro, em Londrina falou pela primeira vez à imprensa sobre o ocorrido.

Lucas atendeu a reportagem da Rede Massa em um local neutro, longe de casa. Questionado sobre como teria perdido o controle do Vectra e colidido contra uma árvore, ele disse não se lembrar de nada no momento do acidente.

O adolescente de 15 anos também nega que tenha bebido no dia do acidente. Imagens publicadas em seu perfil em uma rede social (já excluídas) mostraram ele junto com outros amigos em uma tabacaria, em meio a uma garrafa de whisky e energético.

"É tudo muito confuso. De noite, vai deitar pra dormir e não consegue. Fico lembrando de tudo, dos primos, dos amigos, da situação. Não tem como dormir", afirma o adolescente, que diz ter noção das consequências jurídicas que o acidente pode lhe trazer. O procedimento foi concluído pela Delegacia do Adolescente e encaminhado ao Ministério Público, que vai apontar uma provável medida sócio-educativa a ser analisada pelo juizado.

"Estou ciente do que pode acontecer, só que agora o que tiver de acontecer vai acontecer, né? Não pode fazer mais nada. Minha consciência está limpa.Eu não fiz porque eu quis, jamais. (As vítimas são) meus amigos, meus primos". Estefanny Tavares Soares, de 16 anos, que morreu no dia do acidente, e João Victor Tavares de Souza, da mesma idade, que faleceu após 19 dias internado na Santa Casa, são primos de Lucas.

A mãe do adolescente sai em defesa do filho, e nega que, na noite do acidente, tenha permitido que ele saísse com o carro. "Não vou dizer que eu nunca deixei. Deixei, só que ele pegou o carro no domingo e eu não vi. Me arrependo muito. Não tenho mais paz desde o momento do acidente", confessa Ednéia da Fonseca, que relata estar sofrendo ameaças. "A justiça vai ser feita. mas deixa ela ser feita. Se ele tiver que pagar uma pena vai pagar, eu vou pagar. Mas a gente não pode fazer justiça com as próprias mãos".

(Colaborou Larissa Fernandes/Rede Massa)