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Agente de cadeia é acusado de estuprar presa em Apucarana e responde à sindicância

Caso aconteceu na Cadeia Pública de Apucarana (Foto: Pixabay) - Agente de cadeia é acusado de estuprar presa e responde à sindicância
Caso aconteceu na Cadeia Pública de Apucarana (Foto: Pixabay)

Um agente de cadeia de Apucarana (a 63 quilômetros de Maringá) é acusado de estuprar uma presa. Criminalmente, ele foi indiciado pela Polícia Civil e, administrativamente, responde a uma sindicância aberta pela Corregedoria do Departamento de Execução Penal (Depen).

O caso foi registrado em maio deste ano, na Cadeia Pública de Apucarana. O delegado da 17ª Subdivisão Policial, José Aparecido Jacovós, contou que inicialmente se descobriu que o servidor havia retirado a detenta da cela, sem autorização ou apoio de policiais, durante o período da noite.

Ao ser questionado, ele alegou que a mulher pediu para fazer um telefonema. “Mesmo se ela quisesse fazer o uso do telefone, ele não poderia tirá-la sozinha e também para o uso do telefone, que é proibido. A desculpa dele já estava fora do regulamento”, declarou.

Um inquérito foi aberto e, durante as oitivas, a suposta vítima contou que foi molestada com atos libidinosos, versão confirmada por outras detentas. “O delegado entendeu que era caso de estupro porque essa presa está sob a ordem do Estado. O fato dele assediar, ela pode se sentir constrangida e permitir os atos”, colocou.

Como o agente tem uma posição de autoridade sobre a presa, a Polícia Civil considerou um caso de estupro e encaminhou a denúncia para o Fórum, requisitando também a exclusão do agente do quadro de trabalho.

Âmbito administrativo

Contratado por Processo Seletivo Simplificado (PSS), o agente de cadeia teve o vínculo finalizado no dia 20 do mês de julho deste ano. O Depen informou que ele é alvo de uma sindicância, com prazo de 30 dias para a investigação.

O suspeito passou em um novo processo seletivo, mas teria comunicado extraoficialmente que não vai assumir a vaga devido às acusações, as quais ele nega. Caso os atos libidinosos contra a presa sejam constatados administrativamente, o homem pode ficar impedido de assumir concursos  e outras punições.

Além disso, criminalmente, responde por estupro e pode ser condenado à cadeia. O Depen também divulgou que a detenta vítima recebe apoio psicológico de uma equipe da Secretaria da Mulher.