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Além do Zika, já foram diagnosticados 106 casos de dengue em Curitiba, todos eles importados

O prefeito Gustavo Fruet se reuniu com representantes das Forças Armadas e das secretarias municipais para anunciar medidas contra o mosquito Aedes Aegypti (Foto: Everson Bressan / Prefeitura de Curitiba) - Curitiba confirma primeiro caso importado de Zika em 2016
O prefeito Gustavo Fruet se reuniu com representantes das Forças Armadas e das secretarias municipais para anunciar medidas contra o mosquito Aedes Aegypti (Foto: Everson Bressan / Prefeitura de Curitiba)

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou nesta sexta-feira (5) o primeiro caso importado do Zika vírus em Curitiba, no ano de 2016. O caso foi confirmado durante um encontro entre o prefeito Gustavo Fruet (PDT), representantes do exército e das secretarias municipais para tratar de medidas de combate ao mosquito Aedes Aegypti.

Segundo a SMS, a paciente é uma moradora de Curitiba que teria contraído o vírus em uma viagem ao Rio de Janeiro, mas que só confirmou a doença quando já estava na capital paranaense, apresentando os sintomas típicos do Zika.

Segundo o secretário municipal da Saúde, César Titton, a mulher passa bem e todos os procedimentos necessários já foram adotados. “Felizmente não se trata de paciente gestante, o que não traz desdobramentos. Ela já foi tratada adequadamente e todas as ações de bloqueio no entorno da residência já foram realizadas. Mas isso nos faz um alerta, pois outros pacientes doentes irão chegar à cidade e por isso precisamos manter Curitiba livre do Aedes.”

Já o número de casos confirmados de dengue chegou a 106, todos eles importados. A maioria dos pacientes infectados é de Paranaguá, com 51 casos. Ao longo do ano passado, foram 242 casos – três deles autóctones. Este ano, até agora, não foi registrado nenhum caso autóctone. Com relação à febre chikungunya, este ano Curitiba não registrou nenhum caso. No ano passado foram dois.

O caso é o primeiro detectado em Curitiba neste ano. Em 2015, outros dois casos foram registrados, mas nenhum era autóctene – ou seja, quando a doença é contraída na própria cidade. O Zika vírus é transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, que também transmite a dengue e a febre chikungunya e é responsável pelo surto de casos de microcefalia em fetos pelo Brasil.

Sala de comando e parceria  com o exército para combater o mosquito Aedes Aegypti

Durante o encontro desta sexta (5) ficou definido que será instalada a partir da semana que vem uma sala de comando central contra o Aedes, para monitorar e coordenar as ações realizadas na cidade para combater o mosquito.

Além disso, foi estabelecida uma parceria com as Forças Armadas, que a partir de agora irão integrar os trabalhos de prevenção realizados pelos agentes das secretarias municipais. De acordo com a Prefeitura de Curitiba, os militares devem iniciar a atuação com uma ação educativa que deve colocar 3 mil homens do exército e da aeronáutica na ruas de Curitiba.

A ação do exército em parceria com os agentes deve acontecer no sábado depois do carnaval (13). Além do objetivo de conscientizar a população, a força-tarefa também pretende realizar vistorias em vários pontos da cidade, em especial nos locais com difícil acesso, como prédios abandonados ou aqueles com resistência dos proprietários.

Colaboração Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Curitiba.