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Alterada, médica atende paciente e causa revolta nas redes sociais

O vídeo em que uma médica do Pronto Atendimento Municipal de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, aparece alterada durante uma consulta chamou a atenção nas redes sociais. A gravação que já tem quase três mil compartilhamentos foi feita pelos pais de um paciente, que ficaram revoltados com a situação.

Durante os quatro minutos de gravação, a médica manuseia de maneira confusa papéis que seriam de uma receita. Ela escreve lentamente, confunde o nome do paciente, boceja bastante e chega a permanecer com os olhos fechados por alguns segundos. Quando questionada pela mãe do paciente se está bem, a mulher responde que está “com sono”.

A mãe da criança que estava sendo atendida publicou o vídeo nas redes sociais. “Nosso filho estava passando mal e a médica quase caiu de bêbada que estava. Não sabia nem o que estava fazendo, não conseguia nem escrever. Um absurdo isso, não perguntava nada, não derrubava o papel no chão. Uma profissional que tem que cuidar da saúde das pessoas, desse jeito ninguém merece”, escreveu a mulher.

Apesar de a mãe afirmar, em seu relato, que a médica estava embriagada, a Prefeitura de Piraquara ainda não confirmou a informação. Por meio da assessoria de imprensa, o município comunicou que foi solicitado um exame toxicológico para verificar o que causou a alteração na médica, que alegou estar sob efeito de medicamentos.

Além disso, a prefeitura informou que a médica não é servidora do município, mas contratada por uma empresa terceirizada que presta serviço em Piraquara. Ela foi demitida logo após a divulgação do vídeo.

Ainda de acordo com a prefeitura, o atendimento em questão foi realizado na madrugada de ontem (12). A médica entrou no plantão às 20h e a coordenadora da unidade informou que não foi identificada nenhuma alteração no momento em que ela chegou no local.

A Prefeitura de Piraquara informou ainda que fez uma denúncia ao Conselho Regional de Medicina e a Procuradoria do Município abriu um processo administrativo para investigar o caso. Procurada pela reportagem, a empresa terceirizada afirmou que não vai se pronunciar sobre a situação.