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Alunos aprovados de forma irregular vão retornar à série anterior

Os alunos do colégio estadual Regente Feijó que foram aprovados de forma irregular estão inconformados porque terão que retornar a série anterior. No total, 23 alunos do colégio ponta-grossense terão que regredir de ano, pois eles teriam sido aprovados no final do ano passado de forma irregular. A fraude na documentação só foi descoberta em março deste ano pela nova direção, que não quis se manifestar sobre o assunto.

A estudante Jaqueline Aires está no 3º ano do Ensino Médio, já se inscreveu para fazer o vestibular de Ciências Contábeis na Universidade Estadual de Ponta Grossa, mas não sabe o que fazer depois de receber a notícia de que terá que regredir ao ano anterior. “Falaram que eu tenho que voltar para o 2º ano, aceitar isso e não tenho direito nem a uma reclassificação. Agora que passou um bimestre, posso até pegar meu boletim e mostrar que eu tenho capacidade de estar no 3º ano”, explica.

O mesmo aconteceu com outros estudantes do Regente que, ao final do primeiro bimestre, foram informados de que teriam que retornar à série anterior, o que gerou uma grande revolta. Rita de Cássia, mãe de um aluno, indaga: “Porque não avisaram os alunos antes de começar o ano? Deviam ter avisado porque eles nem começavam, eles ficam até constrangidos de voltar”. O estudante Mateus Henrique da Costa concorda. “Eu até entenderia se tivessem avisado antes, porque não ia prejudicar tanto”.

Maria Isabel Vieira, chefe do Núcleo Regional de Educação, explica porque os alunos precisam retornar a série anterior. “Eles não tiveram aprovação em Conselho de Classe, eles foram reprovados por notas e por faltas. No Conselho, que é soberano, onde está reunido todo o colegiado daquela turma, não tiveram essa aprovação porque já vinha com reprovação em várias disciplinas”, comenta.

A pedagoga que adulterou as notas e passou de ano os alunos sem que eles tivessem sido aprovados pelo conselho de classe, já foi ouvida pelo Núcleo e confessou a fraude. Ela continua trabalhando, mas em outra escola. A funcionária será penalizada administrativamente pelo ato. “Nosso estatuto prevê desde a repreensão até a demissão, dependendo da gravidade do caso. No processo administrativo, os envolvidos terão direito a ampla defesa e ao contraditório”, completa a chefe do Núcleo.

Colaboração Maira Zimermann, da Rede Massa.