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Ao ser preso em Sarandi, acusado de latrocínios em Maringá confessa e implora perdão

Após um cerco de aproximadamente seis horas em Sarandi, a Polícia Civil de Maringá prendeu Jeferson Jonatan Pires, 32 anos, conhecido como Pico, acusado de dar as facadas que mataram dois homens em latrocínios ocorridos na madrugada da última segunda-feira (8). Ao ser detido, a primeira frase do homem foi “me perdoa”.

Pires estava escondido em um matagal desde o dia dos crimes, com medo da repercussão e que pudesse ser linchado pela população. A polícia chegou até ele por meio do monitoramento do celular. Quando saiu para buscar comida na noite de quinta-feira (11), recebeu voz de prisão na Avenida Londrina, em Sarandi.

O acusado não esboçou reação e confessou os crimes. Em entrevista ao Massa News e a Rede Massa, ele pediu perdão aos familiares das duas vítimas e declarou que estava bêbado. “Deus sabe que eu não tinha intenção de fazer o que eu fiz”, afirmou.

Ele também contou à Polícia Civil onde escondeu a faca usada nos latrocínios e a bolsa da transexual Joyce, nome social de Cleidson João dos Santos, 24 anos, uma das vítimas, esfaqueada na Avenida Colombo. Ela sofreu um corte profundo no abdômen e morreu dentro da ambulância dos socorristas.

Cerca de 15 minutos antes, Pico matou o tratorista Roberto Aparecido de Souza, 40 anos, na Avenida Brasil. Uma câmera de segurança filmou o crime e as imagens são fortes. Pires desfere várias facadas na vítima, mesmo sem ela esboçar reação.

Familiares

A família da transexual Joyce ficou sabendo da prisão por meio da reportagem do Massa News/Rede Massa. Seu tio declarou que acredita na justiça divina. “Quero que ele pense bem no que fez, no transtorno, na desestruturação dos familiares, de duas famílias que ele destruiu. Ele não tinha o direito de fazer isso, mas a justiça divina é muito maior.”

A Polícia Civil ainda segue nas buscas dos outros dois envolvidos no crime: Edneu Sampaio da Silva, acusado de dirigir o GM Monza usado e cunhado de Pires, e Eder Scorpioni, 20 anos, que também estava no veículo.

Colaboração Rogério Morais da Rede Massa