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Após 150 reclamações protocoladas na Prefeitura, acessibilidade em tubo não é resolvida

(Foto: Reprodução) - Após 150 reclamações protocoladas na Prefeitura, acessibilidade em tubo não é resolvida
(Foto: Reprodução)

Um milhão seiscentos e vinte mil. Essa é a quantidade de passageiros que utilizam o transporte coletivo diariamente em Curitiba. Mas será que todos estão sendo realmente beneficiados e podem usufruir de seu direito de ir e vir?

A reportagem que foi ao ar nessa terça-feira (21) no programa Tribuna da Massa Manhã, da Rede Massa, relata a história de Regiane, mãe de Ana Clara, que sofre com a falta de acessibilidade da capital paranaense. Sua filha, hoje com nove anos, nasceu prematura e teve lesões cerebrais que resultaram em sequelas motoras que a impedem de andar.

Dependente do transporte público, Regiane precisa enfrentar um árduo trajeto quatro vezes na semana, quando leva a menina em sua cadeira de rodas para a fisioterapia. “Ela precisa ir para a fisioterapia para não ficar atrofiada, para não sentir dor, fora as que ela já sente. Ela perdeu o atendimento da fisioterapia porque não tinha ninguém para me ajudar a subir a cadeira.  Eu ainda posso puxar minha filha, mas e se um cadeirante vem sozinho? ”, indaga.

O caminho de sua casa até o tubo onde pega o ônibus não é longo, mas oferece riscos a sua integridade física. Ela precisa dividir o espaço com os carros no meio da rua por falta de calçadas em bom estado, ao chegar ao tubo a mãe de Ana Clara tem mais um desafio. Sem elevador ou rampa de acesso para chegar à plataforma, Regiane é obrigada a puxar a cadeira de rodas de sua filha pelas escadas, dependo da ajuda de cobradores do tubo ou de quem se comova com sua situação, para levantar a cadeira.

Desesperada e sem saber mais a quem recorrer, Regiane conta que já protocolou mais de 150 reclamações na Prefeitura para que um elevador fosse colocado no local, mas até o momento nada foi feito. “Eles dizem que 98% da cidade já está acessível, porém que alguns pontos ainda estão sem. A promessa era de que para esse ano fariam”, conta. Além dela, idosos e outras pessoas com dificuldade de locomoção também são prejudicados.

Colaboração Daniela Borsuk e João Gimenes